A necessidade constante da internet e o caos que sua falta faz me obrigaram a fazer uma análise de como somos dependentes e não sabemos assumir. Estava no trabalho, e como (quase) todo lugar hoje em dia, não se faz mais nada sem a bendita internet. Pois bem, manhã de uma quarta feira, praticamente nenhum computador ligava, graças ao problema interno de refrigeração que ocorrera no dia anterior. Os poucos que obtiveram a graça de tê-los ligados a sua frente não conseguiam acessar a rede. Espera um pouco dali, conversa daqui e volta-se ao monitor para ver se o problema foi solucionado. Nada ainda. A impaciência foi geral e o resultado disso tudo? Todos de pés e mãos atadas, inclusive eu.
Há pouquíssimo tempo, era considerado luxo ter um computador com internet em casa. Lembro-me que de todo o grupinho de amigas, só uma tinha, e todo final de sema era lei ir pra sua casa fazer nada, é claro. Hoje é praticamente impossível aceitar que alguém não tenha computador, e pior ainda ter um e não disponibilizar da internet, mesmo que seja discada, na pior das hipóteses.
O pior de tudo é que nós fomos obrigados (e ainda somos) a aprender, aceitar e gostar dessa coisa. Até quem tem ojeriza aprende a usar. Uma tia minha, por exemplo, voltou à faculdade depois de alguns (muitos) anos, e todos os trabalhos são entregue digitalizados, fora os que são mandados via email. Ela resistiu por muito tempo. Chorava por ter obrigação de todos os dias se ver em frente a um computador, chegou até a apelidá-lo de “o mostro”. Hoje? Viver sem ele é impossível. Caso aconteça, uma sobrevida desesperada.
Em todos os lugares é tudo online, e se a rede cai acaba com a vida de muita de gente, que vive em prol daquilo. Todos nós já passamos por situações angustiantes por falta desta (mal) dita internet. É só fazer um pequeno esforço de memória. O sistema do banco que caiu, o trabalho que tava no email do grupo e alguém não sabendo apagou, documentos importantíssimos que ficavam naquele programa online que por pura ironia do destino você esqueceu a senha... E por ai vai, várias adversidades que nós encontramos diariamente por causa desse ‘troço” maluco, que nos consome por prazer. Pois como se não me bastasse os encontros no trabalho, é chegar em casa e a minha primeira ação é ligar o PC e fazer tudo aquilo que tive vontade e não pude durante o dia.
E viva a modernidade.
Salve a segunda guerra!
Google, te amo cara!






