terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Essa tal modernidade

A necessidade constante da internet e o caos que sua falta faz me obrigaram a fazer uma análise de como somos dependentes e não sabemos assumir.
Estava no trabalho, e como (quase) todo lugar hoje em dia, não se faz mais nada sem a bendita internet. Pois bem, manhã de uma quarta feira, praticamente nenhum computador ligava, graças ao problema interno de refrigeração que ocorrera no dia anterior. Os poucos que obtiveram a graça de tê-los ligados a sua frente não conseguiam acessar a rede. Espera um pouco dali, conversa daqui e volta-se ao monitor para ver se o problema foi solucionado. Nada ainda. A impaciência foi geral e o resultado disso tudo? Todos de pés e mãos atadas, inclusive eu.
Há pouquíssimo tempo, era considerado luxo ter um computador com internet em casa. Lembro-me que de todo o grupinho de amigas, só uma tinha, e todo final de sema era lei ir pra sua casa fazer nada, é claro. Hoje é praticamente impossível aceitar que alguém não tenha computador, e pior ainda ter um e não disponibilizar da internet, mesmo que seja discada, na pior das hipóteses.
O pior de tudo é que nós fomos obrigados (e ainda somos) a aprender, aceitar e gostar dessa coisa. Até quem tem ojeriza aprende a usar. Uma tia minha, por exemplo, voltou à faculdade depois de alguns (muitos) anos, e todos os trabalhos são entregue digitalizados, fora os que são mandados via email. Ela resistiu por muito tempo. Chorava por ter obrigação de todos os dias se ver em frente a um computador, chegou até a apelidá-lo de “o mostro”. Hoje? Viver sem ele é impossível. Caso aconteça, uma sobrevida desesperada.
Em todos os lugares é tudo online, e se a rede cai acaba com a vida de muita de gente, que vive em prol daquilo. Todos nós já passamos por situações angustiantes por falta desta (mal) dita internet. É só fazer um pequeno esforço de memória. O sistema do banco que caiu, o trabalho que tava no email do grupo e alguém não sabendo apagou, documentos importantíssimos que ficavam naquele programa online que por pura ironia do destino você esqueceu a senha... E por ai vai, várias adversidades que nós encontramos diariamente por causa desse ‘troço” maluco, que nos consome por prazer. Pois como se não me bastasse os encontros no trabalho, é chegar em casa e a minha primeira ação é ligar o PC e fazer tudo aquilo que tive vontade e não pude durante o dia.
E viva a modernidade.
Salve a segunda guerra!
Google, te amo cara!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E sonhos não envelhecem


Saudade: lembrança triste e suave de pessoa(s), situação ou coisa(s) ausente(s) ou extinta(s). Saudade. Um sentimento maluco. Dizem que é bom, mas só se for na medida certa. E qual é essa medida? Ainda não me ensinaram. Ter saudade de quem já se foi e também de quem ainda está presente, porém distante. De coisas materiais que já não existem mais ou de algumas que ainda lhe pertence, mas por motivos óbvios não convêm mais o uso ou desuso. Sei que é uma palavra que só existe na língua portuguesa. O porquê disso eu não sei, o sentimento é o mesmo em qualquer lugar do mundo. Insisto, é uma coisa de maluco. Veja bem. Se passo uma semana se te ver digo que estou com saudade, mas se te vejo todo dia devo tomar cuidado pra não tomar “choque”. Ouço música. Lembro de você. Logo, a saudade aperta as lágrimas querem cair, a mão vai direto ao telefone. Ouvir a voz não satisfaz o desejo, mas mata a vontade. Uma amiga uma vez me disse que saudade nada mais é do que costume. Tentei analisar os fatos. Ponderei. E vi que ela tem razão, não total, mas parcialmente. Vejamos. Como irei sentir saudade de algo que nunca vi, ouvi, senti ou mesmo vivi? Não tem como. Mas, o fato do constante nos faz assimilar que algo ou alguém é importante para a nossa existência, caso contrário se torna sobrevivência. Um cheiro, um gosto, uma melodia, até uma roupa especifica faz com que a gente sinta saudade. Partindo desse pressuposto, eu volto à minha amiga e vejo que ela tem razão. Sentir falta de algo ou alguém de um passado distante faz sentido, ou também pode ser nostalgia. Mas dizer que tem saudade do que esta perto, ou pouco distante se torna exagero. Mas mesmo concordando (em partes) com a minha amiga, e querendo principalmente que isso seja uma verdade suprema em minha vida, não consigo ser tão racional. Sinto saudade sim. De quem esta perto e não me liga tanto quanto eu gostaria ou acho que preciso. De momentos maravilhosos que não voltam jamais. De músicas tocadas excessivamente na infância e também do perfume daquele garoto. Falta. Saudade. Melancolia. Ausência. Mesmo que seja passageira. Vai. Nem sempre volta. O texto termina aqui. E a vida? Às vezes continua. E lá se vai mais um dia...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Inverossimilhança


Um doce amargo, caro, raro. Um caso a ser contado. Uma sutileza... Que gentileza! Útil, talvez sutil, muitas vezes fútil. Assim és tu na vida. Vai passando por ela que nem sente. Vive e é vivido. Não assume os erros constantes muito menos os espaçados, espalhados e esquecidos, mas gosta de apontar os outros. Não. Tu não gostas de delatar, apenas de se esquivar, afinal és humano e como tal protege-se do mundo. Mundinho cruel, que não te reconheces mais como filho, como bom cidadão, nem mesmo como um funcionário de Deus. Tu, homem divino perfeito. Sem jeito, um sujeito de alma e coração bom. Duro, tantas vezes maduro, nunca vi inseguro, mas ainda quero ver. Belo, certo, disperso, com um olhar distante e brilhante. Sedutor por natureza. E que beleza! Normal, natural, intelectual, sempre racional. Mas o que seria a vida com a tua presença constante? Nada emocionante.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Um presente pra vocês


Um fato, um raro, um caso. Um acaso por assim dizer. Assim somos eu e você. Uma necessidade contínua de ver, de ouvir e falar. De talvez querer sentir e também o não sentir. E não poder. Um vício de linguagem, um mal dormir sem tamanho. Uma forma diferente das costumeiras, uma música não tão sonora aos meus ouvidos. Um momento clichê. Para mim e pra você. A tentativa não é rimar, nem ao menos tentar conquistar. Desta vez, as palavras são para os outros, tantos curiosos de plantão que precisam do alheio. Do mundo, a fundo. Dos anseios e desventuras. Do ópio ao conforto. E porque não confronto? A curiosidade humana faz com que os sete pecados capitais miseravelmente se tornem virtudes. Virtudes vãs, frias, áridas e profundas. A necessidade do infortúnio é maior e melhor do que os ensinamentos divinos. A alegria alheia incomoda. Cobras e aranhas se arrastam e afastam ao mesmo tempo em que se tenta ser feliz. O dinheiro corrompe. A ganância é má. E a fé é falida. Assim como eu, você e tantos outros míseros humanos que se julgam importantes para o nada. O que é a sua vida para os outros, se não um copo de água fria na hora da sede? Um preservativo na hora do sexo? Depois do útil nem sempre vem o agradável. Uma novela...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Loira sim. Burra jamais


Eu fico indignada com essas pessoas que partem do pressuposto, que até hoje eu não sei de onde vem que toda loira é burra, ou a grande maioria delas. Vamos lá, quem começou com essa história? No mínimo um cara que acabou de levar um belo fora de uma loira espetacular, ou uma morena sem graça que não tendo criatividade suficiente para humilhar sua semelhante, criou tamanho absurdo que perdura até hoje.
Façamos um exercício de memória, puxado, mas vai valer a pena. Garanto. Tente lembra-se de uma única loira, famosa, (claro, nenhuma particular, não faz sentido) que tenha cometido um ato de extrema burrice? Não! Sei que você acabou de pensar na famigerada entrevista de Carla Perez no programa do Jô. Certo, mas alguém algum dia já te mostrou essa entrevista? Não, com certeza não. Então, continue no seu exercício. Pensou? Achou? Então vou tentar te ajudar. Comecemos pelas loiras internacionais.
Princesa Diana, Madonna, Hilary Clinton, Marilyn Monroe, Evita Perón e Margareth Thatcher (entre tantas outras loiras maravilhosas da história mundial) alguma delas já fez alguma burrice excepcional? Não, claro que não. A primeira casou-se com o príncipe inglês. Madonna começou cantando, passou para o mundo da atuação, embora não tenha sido muito bem sucedida, e está até hoje fazendo um sucesso absurdo com seu talento musical indiscutível. Hilary que um dia apareceu como coadjuvante na presidência dos EUA, hoje briga por pontos para a presidência do mesmo. Marilyn foi uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade do séc. XX. Margareth casou-se com um alto executivo da indústria petrolífera, além de ter sido a primeira mulher britânica a ocupar o cargo de primeiro ministro. E por fim ela Evita Perón, que ainda jovem tornou-se atriz. Foi primeira dama argentina e também líder política.
Satisfeito? Então vamos agora com as nacionais, contudo não menos inteligentes e perspicazes que as outras. Porém antes lhe peço que esqueça atos envolvidos em romances ou até mesmo em festas populares, não vale julgar uma pessoa por pequenos erros cometidos em momentos de paixão. Iniciaremos então com ela, a rainha dos baixinhos. Xuxa, como é conhecida mundialmente, estreou na vida popular aos 16 anos como modelo, mas ganhou notoriedade ao se tornar namorada do célebre jogador de futebol Pelé. A partir daí se tornou apresentadora de programas infantis além de gravar vários CDS e longas metragens. Na mídia até hoje, Xuxa têm um programa familiar aos sábados pela manhã na Rede Globo de televisão.
Vinda de uma família aristocrata paulista, ex-mulher de Eduardo Suplicy, ela, que atende pelo nome de Marta Suplicy foi eleita em 2000, prefeita da cidade de São Paulo e em 2007 assumiu o ministério do turismo.
Dona de uma rede de padarias no Rio de Janeiro, a socialite e empresária Vera Loyola, passou em pouco tempo, de símbolo dos emergentes cariocas para celebridade nacional. Diria até internacional, graças às suas comemorações em homenagem á sua cadela Pepezinha. Adriane Galisteu namorou Airton Senna, era modelo, mas só conseguiu a fama graças a esse namoro promissor. E por fim, mas não o fim das loiras inteligentíssimas do Brasil, Zilda Arns. Formada em medicina, Zilda é coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, ambos organismos de ações sociais. Aos 74 anos já recebeu vários prêmios graças á sua escolha de vida, e em 2006 foi indicada para o prêmio Nobel da Paz.
Agora que já apresentei várias loiras mundiais de renome, me diga qual delas foi burra? Em que momentos de suas vidas estas tiveram atitudes errôneas? Não só elas, mas inúmeras outras loiras de todo o mundo são capazes de atitudes brilhantes. Piadas à parte vamos combinar que em sua grande maioria as loiras além de inteligentes são glamorosas e lindas.
E não importa se por opção ou condição, loiras sim. Burras, jamais!

Crônica escrita em 30 de maio de 2008

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Canetinhas coloridas

Outro dia eu estava indo estudar quando me peguei pensando nessa tal modernidade. Melhor, deixe-me começar do inicio. Eu estava dentro de um ônibus coletivo, indo pra faculdade quando me lembrei que tinha algo muito importante pra falar a uma amiga, logo, saquei o celular da bolsa, digitei algumas palavras e pronto, mensagem enviada com sucesso. Segundos após essa milagrosa operação, me lembrei dos tempos em que eu era criança e não faz tanto tempo assim, (acabo de entrar na casa dos 20), quando íamos eu e mamãe ao shopping ou livraria fazer as compras de início de ano letivo. Era uma festa pra mim, escolher lápis, grafite, borracha, estojo e afins, essas coisas que a maioria das meninas gostam. Chegava em casa ansiosa para o inicio das aulas, só assim eu poderia usufruir de todos aqueles materiais magníficos que acabara de adquirir. Mas quando as aulas demoravam a começar, eu pegava escondido da minha mãe, é claro, todas aquelas quinquilharias, colocava em cima da mesa e desatava a escrever cartinhas para minhas amigas. Conteúdo nenhum, mas só de usar todas as cores das canetas e dos lápis... Era um sonho realizado.
Com o passar do tempo eu fui me desapegando aos lápis e borrachas, mas confesso, ainda tenho verdadeira paixão por canetinhas coloridas. Não faz muito tempo, gastei (pasmem) quase 50 reais em mini canetinhas coloridas de ponta porosa.
Essa modernidade me assusta e me atropela. O computador auxilia, mas ao mesmo tempo afasta. As famigeradas cartas de amor se acabaram. O prático, rápido e moderno é você mandar um e-mail, que por acaso um dia num passado não tão remoto recebeu de alguém. Ou mesmo copiar letras de músicas e mandar via mensagem de celular. É mais romântico e você não passa por velho antiquado. Ligações de feliz aniversário e outras felicitações, já são extintas meu caro, ninguém tem mais tempo pra isso não. E lá vamos nós com mais mensagens via celular. Um dia as redes de transmissão vão falhar, e a culpa vai ser das pobres operadoras. Tadinhas.
E o que é esse tal orkut? Veio com a finalidade de? Ainda não descobri, e quem o fizer favor me avisar ok?!
Já ia me esquecendo. Ainda criança, quando assistia à novelas e via aqueles homens apaixonados fazendo serenata para suas amadas, eu sonhava que um belo rapaz um dia faria o mesmo pra mim. Sonho, apenas sonho. Se nem carta eu recebo mais, serenata então é o cumulo do absurdo. Em pleno século XXI minha filha, acorda pra vida.
Ainda dentro do coletivo lembrei do quase extinto telegrama. Em um dos meus aniversários recebi um. A felicidade foi tamanha, que até hoje tenho guardado. Único, em toda a minha existência.
A viagem chegara ao fim, e eu ia rumo à sala de aula, que não por acaso, é um vão repleto de computadores, nos quais, sentaremos à frente e faremos editorações gráficas por toda a noite.
No mesmo dia ao chegar em casa, redigi um cartão de feliz aniversário pra uma amiga, (sou antiquada e não aceito muito todas essas modernidades não) e acabei por fazê-lo todo digitado. A desculpa? Minha letra é feia, de difícil compreensão.
É por essas e outras que eu ainda prefiro as minhas belas e velhas canetinhas coloridas. Mesmo com minha letra feia eu me realizo e faço com que os outros a percebam em minhas palavras.

Crônica escrita em 05 de maio de 2008

Revolta Santa


Por saber o que os alunos, pais e funcionários do colégio Marista de Salvador estão passando há uma semana, eu ex-estudante do colégio Salesiano da mesma cidade, (ambos embasados na mesma filosofia educativa) estou aqui como porta voz indignada da situação.
Uma instituição de 102 anos de vida, com tradição mundial não tem o direito nem o dever de cometer uma falta de respeito deste nível com pais, alunos e funcionários. Um patrimônio da cidade não pode ser vendido assim, sem mais nem menos. Um comunicado sequer foi feito. E aos alunos? Só restaram as lágrimas, de saber que no ano seguinte não mais estudarão com a mesma equipe pedagógica nem mesmo com seus queridos amigos de infância. Judiação? Talvez. Acho melhor perguntar ao Bento, é a pessoa mais apropriada a responder tamanho absurdo.
Superproduções são realizadas ao longo dos anos. E eis que surge o tão maravilhoso Marista Patamares. Glamoroso, bem estruturado, grandioso e por que não bem localizado? Inúmeros alunos migraram pra lá. Muitas mensalidades estão ali, na construção de uma nova propriedade religiosa. Mas...a instituição é filantrópica, portanto sem fins lucrativos certo? Errado. Erradíssimo meu caro. Quanto mais tiver o nome da igreja na frente, mais ganância por verba e por bens materiais eles terão. Não é à toa, que há especulações pela cidade de que o prédio foi vendido a uma construtora por nada menos que 100 milhões de reais? Muito? Pra mim e pra você, pobres mortais. Pra Ela, quanto mais, melhor. Muito melhor.
Pais, funcionários e alunos se desesperam e ao mesmo tempo correm atrás de um prejuízo não causado por eles. Promovem passeatas, discussões e até mesmo uma paralisação. Tudo pra tentar atrasar e se possível embargar o processo de compra e venda do colégio. E você caro leitor, nada tem haver com essa circunstância, nunca nem ouviu falar desta negociação e nem pensa em ter filho, vai parar e pensar em me perguntar: o que eu tenho com isso? Nada. Aparentemente nada. É só mais um dos altos e baixos desta cidade e de suas instituições particulares. Pois bem. Vejamos, não é só isso.
Eu, entre tantas outras pessoas não ligadas diretamente a este acaso, fico indignada de ver como a situação foi posta aos demais interessados. Eu, como tantos outros, ex-estudantes e atuais, de escolas religiosas particulares deste país, estão se colocando na mesma posição de revolta destes jovens que terão sua vida escolar interrompida por vontade imprópria. Pensam em tudo que viveram, descobriram e aprenderam naquele local. Nas amizades eternas, nos momentos únicos passados naquela instituição. Nos mestres e educadores que levaram por toda a vida. Pensam num futuro não tão distante, quando já pais, proporcionar aos seus filhos o que lhes foi proporcionado. E vê que não mais poderão fazer. Pois sua segunda casa esta no chão. Demolida por mãos grossas e ásperas, por corações frios, por mentes estúpidas e gananciosas.
Lagrimas ameaçam cair. Não tanto pelos outros, mas por mim. Posso até estar sendo egoísta, mas penso que, se o Colégio Marista de Salvador esta tendo este triste fim, qual será o futuro do Salesiano e de tantos outros investidores de novas construções? Com o Dom Bosco na Paralela, hoje o Salesiano Nazaré está entregue à boa vontade divina. E como ficam as minhas memórias, os reencontros casuais, os shows de boas vindas de ano letivo, as visitas fora de hora, só pra lembrar que o vento no fim da tarde é único e o pôr do sol visto da piscina é maravilhoso? Hein?
Você que esta fora deste âmbito pode até não entender, mas tenho convicta certeza de muitas pessoas espalhadas por este mundo, que tiveram os principais ensinamentos de vida num espaço onde mais parece a nossa casa, estão indignadas, solidarias e tristes. Pois um lar de verdade nunca é abandonado por seus filhos por vontade própria.

Crônica escrita em 10 de outuro de 2008

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

1.987.112.720.080.902

Somos números, e não podemos negar. Muitos acham que é apenas o número do RG ou mesmo do CPF, mas tudo em nossas vidas são algarismos. Vejamos.
Tudo começa quando mamãe engravida. Ela fala pra alguém, que pergunta quanto tempo de namoro, ou de casamento tem com o rapaz. Logo após a descoberta, vem a primeira consulta com o ginecologista para descobrir quantas semanas de vida tem o feto, ou dois ainda não se sabe. Terminada a consulta mamãe segue suas semanas em contagem regressiva para o nascimento do bebê, que dependendo, a mãe vai a uma numeróloga saber qual é o número da sorte da criança e que nome deve dar ao rebento.
Pronto! Rompe-se a bolsa. Hora de ir pro hospital, mas não pode esquecer jamais o número da carteira de saúde e da identidade, porque sem eles o bebê nasce na rua.
Enfim nasceu... Mais um número, ou melhor, mais vários números, porque agora sim vai começar a batalha. Números do quarto, a que horas nasceu, quantos médicos foram necessários para a realização do parto, quantos quilos, qual altura... E ai, já registrou?
Passado algum tempo a criancinha já esta na hora de fazer seu RG, e junto com ele vem de brinde um número enorme que vão te cobrar pro resto da vida. Conselho de amiga é melhor decorar. Agora que já está grandinho vamos saber que número veste e calça pra titia poder mandar aquele presente no seu aniversário. Qual o número da sua casa? E o CEP? Hein?
Escola... Agora sim vou descobrir os números, a matemática... Tolinho, eles já te perseguem desde que você era espermatozóide, vai complicar isso sim. Nota daqui, número de matricula acolá, série de outro lado e eis que surge a época de namorar. Mas, calmo ai, você só tem 13 anos! Malditos números que me denunciam.
O tempo passa e é preciso ser feito CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, passaporte, cartão do transporte coletivo da cidade... E mais números pra ficar guardadinhos na sua memória, porque querendo ou não, estes são solicitados tantas vezes que você acaba gravando inconscientemente. E não ouse fazer faculdade relacionada à matemática ou física, porque aí sim a tendência a enlouquecer é maior e mais rápida. Só as formulas exigidas me deixam letárgica.
Hoje, nós somos um número a ser decodificado. Uma data de aniversário, acompanhado do semestre da faculdade, do valor da mensalidade, do número da matrícula, do RG, CPF, PIS, CEP, da quantidade de amigos que se tem, dos namorados que já teve, dos quilos que sustenta e da altura que possui. Fora o valor do salário, do número de inscrição do concurso, da placa do carro, das contas o fim do mês, das inúmeras senhas; de banco, emails, internet, celular... Enfim, são números atrás de números que se parar para analisar com certeza explode.
E por fim, (mas não o fim deles) não podemos esquecer é claro das datas, afinal pode ser aniversário de alguém muito importante e não lembrar é de extrema deselegância. Não acha?

Crônica escrita em 02 de setembro de 2008

Palestra ministrada por Domingos Meirelles é um sucesso.

Alunos e coordenador do curso de jornalismo da FIB aplaudem de pé a explanação.


A FIB - Centro Universitário da Bahia promoveu aos seus alunos e aos demais interessados um momento de cultura diferenciada. Proporcionou no último dia 27 uma palestra com o tema Mídia e Violência ministrada pelo jornalista da Rede Globo de televisão Domingos Meirelles, realizada no auditório do Hotel Fiesta. O público alvo foram os alunos de jornalismo da faculdade, porém como o evento foi divulgado no site da mesma, estudantes de diversos cursos e também pessoas de fora puderam comparecer e assistir a palestra.
Como tema base da explanação, Meirelles falou da violência e de como a mídia “funciona” a partir disso. “Sou convidado com freqüência para dar palestras sobre esse assunto e o que eu vejo constantemente não só nas palestras, mas também no trabalho e nas ruas, é que as pessoas culpam a mídia pelo alto índice de violência no país, porém o maior alvo são sempre as TVs e as redações.” Ainda citou alguns fatos em que a câmera se tornou motivo de exaltação. Como no Planalto Central e uma vez em que quase retomou uma manifestação por ter chegado tarde à mesma e munido com uma câmera.
Após o fim da palestra, alguns alunos discordaram da grande maioria que afirmou ter gostado muito da oportunidade de estar participando de um momento com um jornalista do gabarito de Meirelles. “Eu achei bastante pertinente às informações dele, embora tenha perdido muito tempo falando sobre a própria carreira, e o debate sobre mídia demorou a acontecer, acho que diante a história profissional dele, poderia ter sido bem melhor.” Afirma Sandra Andrade, estudante do 4º semestre de jornalismo na FIB.
Já o coordenador do curso de jornalismo da FIB Paulo Leandro, concorda com a maioria esmagadora. Gostando muito da palestra, principalmente por ser Domingos Meirelles um jornalista com a história de profissão que têm. “Uma palestra dessa pra vida acadêmica é oxigênio. Porque nós temos o costume de olhar só para os nossos próprios trabalhos, acreditando nas nossas verdades, e quando a gente recebe a visita de um jornalista percebe que muitas dessas verdades cristalizadas não são tão consistentes.” Afirma Paulo.
Com discordâncias em relação ao resultado final da palestra, a mesma foi um sucesso. Reuniu em torno de 400 pessoas no auditório, entre estudantes professores e convidados. E o coordenador promete trazer em breve, mais profissionais do meio para “levantar” o ânimo dos estudantes, além de contribuir muito com a formação acadêmica de todos.

Matéria escrita em 27 de maio de 2008

Movimento Hip Hop


Uma nova visão de mundo

Mais de 150 muros de Salvador já foram grafitados, através do projeto Salvador Grafita, que está conseguindo transformar vários pichadores em grafiteiros. O 1º Encontro desta classe, que envolvem jovens e adolescentes, transforma paredes vazias da cidade, em painéis de muitas cores.
Os grafiteiros profissionais estão dando um novo visual em muros diversos na cidade de Salvador. Para o grafiteiro baiano Josenildo Silva Mendes, 27 anos conhecido por Lee 27 “o encontro é uma forma de fortalecer a cultura do grafite na cidade”, o objetivo é transformar áreas pichadas em manifestações artísticas, embelezando ruas e avenidas principalmente em bairros muito movimentado.
Um dos movimentos que faz parte do grafite em Salvador também é o Hip Hop que é composto por quatro elementos: o rap (músicas), o DJ (quem pode produz a música), o grafit (pintura nas ruas) e, por fim, o break (dança).Surgindo na Bahia no Subúrbio, onde Luiz Augusto França, o Ananias,criou o Grupo Independente de Rua, mora e milita até hoje.
“Na cidade, um dos elementos, mas visto do Hip Hop é a grafitagem” Segundo Fábio, integrante da organização Clã Periférico, movimento no qual é a essência da periferia. Desde 11 anos, existe o movimento, e é ligado diretamente para a população negra. Os militantes lutam contra o preconceito de quem não entende a filosofia dessa arte de rua, e sempre se preocupam com a cultura. “É o único movimento que consegue fazer política, cultura e diversão ao mesmo tempo”, afirma Tom, da Organização Clã Periférico.
Para as pessoas que sobrevivem através dessa “arte das ruas” é o trabalho muito difícil, pois não conseguem patrocínio para ajudá-los. Agora com ajuda do Salvador Grafita, os grafiteiros estão melhorando o desenvolvimento dos seus trabalhos, após as suas contratações da prefeitura e consequentemente estão fazendo um melhor som do Hip Hop.
“A contratação de um valor relativo à R$ 500, 00, com auxilio transporte e alimentação.” É um trabalho muito gratificante, quando chega algumas mães até a mim, para agradecer por este projeto e o meu empenho como coordenador, certifica que o Salvador Grafita só vem a crescer”, ressalta Edvando Pinto, conhecido como Tucunaré, Coordenador do Projeto Salvador Grafita.
Lee 27 cita a importância do projeto na sua vida e na de seus colegas, que antes utilizavam a pichação como meio de demonstração de descontentamento, e hoje, com a adesão ao projeto, trouxe a expressão e reconhecimento da arte de grafitar, como uma mensagem, informação, meio de expressão urbana.
“No momento que tiver atitude, ação e tinta é a hora de poder grafitar, demonstro a minha ideologia através dessa arte e é com essa profissão que sobrevivo, com muita dificuldade, pois não temos patrocínio para que forneçam as tintas” diz o grafiteiro baiano Lee 27, com a sua experiência nas ruas da Cidade.

Abacaxis ornamentais representam sucesso no futuro paisagistico


Noivas exibem em seus casamentos frutas ornamentais no lugar das comuns flores.


O projeto sobre os abacaxis ornamentais começou a ser delineado a partir da mudança de olhar que se teve sobre uma coleção antiga (espécies já encontradas). Ao ver as inúmeras variedades existentes no banco de germoplasma (local onde ficam as reservas genéticas dos abacaxis) da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical; como cores, tamanhos e formatos diferentes, que poderiam ser usadas em vasos ou jardins, a PhD em Biotecnologia Vegetal, Fernanda Vidigal, realizou uma pesquisa em 1999 sobre melhoramento genético dos abacaxizeiros ornamentas.
Com diversos cruzamentos, pode-se chegar a resultados inesperados e inovadores, porém satisfatórios. Abacaxis vermelhos com hastes compridas, tricolores, alaranjados com flores exóticas, formatos e tamanhos diferenciados são excelentes exemplos deste melhoramento. Assim como tantas outras formas e cores, que são resultados de um longo período de pesquisa e trabalhos em campo e laboratórios. O preço também é variado, dependendo de como é o abacaxi. Com ou sem espinho, qual o tamanho da haste, se é superiora a 40 cm, etc.
A pesquisadora diz que o abacaxis são usados para ornamentações de festas e também para arranjos como presentes ou até para o uso doméstico, chagando a fixar emprego permanente, pelo simples fato de não existir muita opção e qualificação no mercado. Pois, para a colheita das frutas ornamentais há um cuidado especifico, visto que estes têm que entrar no mercado sem manchas e machucados, em perfeito estado.
A funcionária pública Luzinete Souza, embora tenha tomado conhecimento dessas frutas ornamentais há pouco tempo, assume achar belíssimas e também exóticas. “Já vi fotos de modelos e comentários que há noivas usando como buquês e arranjo de cabelo e mesas. É lindo, porém bastante exótico, nunca vi nada igual e com tamanha beleza. Acredito que, mesmo com o alto custo inicial, essas frutas irão cair no gosto popular e é muito provável que em pouco tempo.”

“Em sua grande maioria, os abacaxis são utilizados apenas para paisagismo. Não são consumidos in natura ou industrializados, pois são extremamente fibrosos e pequenos, entretanto não são venenosos. Alguns têm a polpa escura, noutros há muita semente. Contudo existe um deles que pode ser comestível, em última instância, mas em vistas desses tão bons que nós temos para comer, acho pouco provável, ou melhor, quase impossível que alguém compre um abacaxi ornamental pra consumir.” Afirma o engenheiro agrônomo Everton Hilo, pesquisador da Embrapa.
Embora ainda seja algo inovador, os abacaxis ornamentais já podem ser vistos em domicílios. Têm durabilidade maior que as plantas de floricultura, podendo durar de vinte a trinta dias. A pesquisadora fala sobre as noivas que já viu, e diz ser bastante diferente e exótico. “Tem gosto pra tudo e tem pessoas que querem isso, que querem coisas diferentes... até no cabelo. Uma vez eu estava apresentando um simpósio e um dos questionamentos finais foi o seguinte: Como vou chegar a um casamento e dar um abacaxi de presente pra noiva? É algo estranho.” Finaliza entre risos.

Plantação informal é sustento de muitos no interior da Bahia.

Quintais nos fundos das casas ajudam na renda familiar e na preservação do meio ambiente.


Por residir no interior da Bahia e ter sempre interesse em agricultura familiar e nos sistemas agroflorestais, o mestre em ciências agrárias pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) Aurélio Carvalho, realizou uma pesquisa no ano de 2004 sobre a segurança alimentar dos quintais da cidade de Amargosa. Visando conhecer melhor a vida dessas pessoas que possuem quintais no fundo das suas casas, o pesquisador visitou alguns terrenos da cidade para analisar a diversidade dos mesmos e como estes influenciam na vida econômica dos agricultores.
Por ainda “sobrar” terra nos fundos de suas casas, os pequenos agricultores aproveitam o espaço para plantar diversas espécies alimentícias. Dentre estas, as mais comuns são cacau, laranja, fruta pão, jenipapo, aipim e banana. Embora tenham sido encontradas mais de 90 espécies ao longo da pesquisa. Além da plantação de frutas e verduras para o consumo da própria família, o excedente é comercializado visando ajuda no sustento da mesma, há presente também nesses quintais animais, plantas medicinais e ornamentais. Melhorando assim o ambiente familiar, tornando-o mais bonito e de lazer para as crianças.
O pesquisador revela que os quintais não são unicamente importantes para o sustento alimentício e econômico da família, mas também para a posteridade. “Os quintais não servem apenas para o consumo, mas igualmente para conservação do solo, guarda de espécies e variedades de valor genético, melhoria das temperaturas no entorno das moradias, medicina popular e lazer. Além da preocupação com o meio ambiente, pois muitos desses quintais são próximos a rios, então possibilita a recuperação de áreas degradadas.”
O proprietário rural José de Andrade Damasceno, residente em Amargosa, afirma que o seu terreno ajuda bastante na economia familiar. Chegando ao ponto de ter funcionários no seu quintal para ajudar nos trabalhos de plantação e colheita. “Tudo que plantamos aqui a gente consome e vende também. Chego a economizar cem reais por mês, com o que eu deixo de comprar em feira e vendo cerca de oitocentos a mil reais por mês. O que eu tenho no meu quintal, se pode ver em muitos outros, como cacau, limão, abacate, laranja, maracujá, lima, abóbora, pimenta do reino, aipim, banana e fruta pão. Além dos animais como porco, galinha e vaca. Porém os animais nem sempre são comercializados, são mais para consumo doméstico.”
Ao contrário do que muitos pensam os animais junto aos quintais só tem a acrescentar. De acordo com o engenheiro agrônomo Everton Hilo, a presença de animais ajuda no desenvolvimento dos quintais agroflorestais. “Os animais se alimentam dessas frutas e verduras e transformam as fezes dos alimentos consumidos no quintal em matéria orgânica. São as fezes desses animais que voltam ao ciclo. Portanto há sim, uma interação muito favorável entre animal e planta.”
Os resultados da pesquisa revelam que o que difere o quintal agroflorestal dos outros sistemas de produção é a grande diversidade de espécies encontradas em cada um deles. É o beneficio posterior que cada quintal garante as respectivas famílias. O uso quase inexistente de uma mão de obra paga, pois, por serem os quintais em seus próprios terrenos, é o grupo familiar que faz todo o serviço, dispensando assim qualquer trabalho terceirizado. (Salvo algumas restrições). Tornando-se, uma fonte de renda complementar para a grande maioria das famílias do interior da Bahia.

Resenha do filme Quanto vale ou é por quilo?

Sérgio Luís Bianchi estudou cinema em Curitiba e posteriormente em São Paulo, onde se formou na Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 1979, estreou seu primeiro longa-metragem: Maldita Coincidência. O filme é uma experiência cinematográfica de baixo-orçamento. Em 1982, Bianchi realiza o filme que lhe daria maior credibilidade no meio cinematográfico: Mato Eles? Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México, em 1985. Em 1999, foi lançado o seu filme mais conhecido, Cronicamente Inviável. Finalmente, em 2004, dirigiu Quanto vale ou é por quilo? Em novembro de 2006, o cineasta retornou à sua cidade natal, onde foi homenageado com uma Mostra de seus filmes, pela primeira vez exibidos ao público conterrâneo.
Um filme que retrata a semelhança de duas épocas distintas, do século XVIII e XXI, onde a violência, corrupção e a diferença social estão presentes em todo o filme, independente do século. “Mostra que o tempo passa e nada muda. O Brasil é um país em permanente crise de valores” (Filme Quanto vale ou é por quilo?). No inicio do filme uma foto é tirada de Joana (Zezé Mota) ex-escrava em companhia dos seus atuais “pertences”. No século XXI uma representante de ONG tira uma foto semelhante, desta vez em companhia de crianças que irão ajudar-llhe na sua promoção na sociedade. A exploração do negro continua, contudo o mesmo passa a ser supostamente pago, porém ainda é “vendido” como objeto de valor na sociedade. Uma forte apelação em cima de imagens das crianças sempre sorrindo e concluído as cenas através de propagandas das ONGS, além da disputa de territórios das mesmas em vias públicas. Uma competição.
Usa-se da fragilidade humana para realizar trabalhos das associações. Cada criança corresponde a cinco novos empregos, o que fica claro que certas organizações não governamentais têm como objetivo o lucro financeiro e não a ajuda social como parece ser. No filme em determinadas situações, o seqüestro não é só captação de recursos, mas também uma redistribuição de renda. Fazendo deste crime uma constante e até uma possível “empresa”.
Pessoas que ao ficarem desempregadas e desesperadas, se tornam “autônomos”. Os extintos capitães do mato do século XVIII são os matadores de aluguel do terceiro milênio, são serviços terceirizados. Este filme faz uma critica ao terceiro setor, alertando aos cidadãos não dar esmola nas ruas e sim doar o dinheiro para Instituições carentes, destacar umas das ONGS “Doar é um instrumento de poder, traz felicidade e um alívio na sua conscientização”.
Um filme que retrata a realidade brasileira de uma forma fria e cruel, onde o terceiro setor aparece como uma fábrica de criar dinheiro. Seus representantes utilizam a miséria como imagem de exibição e promoção das suas ONGS e de suas supostas responsabilidades sociais.
A todo tempo fazendo comparativo entre o passado e o presente, que ainda é homogêneo. Mostrando desta forma a violência como o negro e o pobre foram e ainda são tratados de forma desigual e as enormes diferenças sociais que ainda aflige a massa brasileira. Sendo que o filme não mostra a cidadania que é a inclusão dos direitos das crianças e dos adolescentes com respeito aos Direitos Humanos, direito de brincar, se alimentar, estudar, transmiti situações geradoras de sofrimentos, violência, exclusão e interesses sociais.









Analista de sistema fala da web 2.0

Alessandro Barreto 31 anos, analista de sistema (pós-graduado na Faculdade Ruy Barbosa), declara ser gratificante e maravilhoso atuar na área da informática. O mesmo, que desde 2003 está na 3i informática- empresa baiana que atua no mercado de Office Banking desde 1995 com serviços de implantação, treinamento e suporte em sistema bancário- passa a trabalhar com o site a partir de 2007. Alessandro fala entre outras curiosidades, dos prós e contras da Web 2.0 e da interatividade dos sites nos dias atuais.

MM => O que te motivou a ser analista? Prós e contras.

AB => É uma área que me identifico muito. É gratificante trabalhar com o que se gosta. Fazer o software, trabalhar para a gente é maravilhoso. A parte ruim é que na Bahia não é dado o devido valor ao profissional de tecnologia. Falo isso tanto financeiramente, como profissionalmente mesmo.

MM => Quando você começou a trabalhar na 3i Informática?

AB => Em 2003, mas só comecei na alteração do site a partir de 2007, onde estou até hoje.

MM => Como se deu a construção do site?

AB => A construção do site ocorreu bem antes da minha entrada na empresa. Contudo, acompanhei de perto a construção do acesso à base de dados pelo site. E hoje faço as alterações necessárias.

MM => Com que freqüência o site é atualizado? Por quê?

AB => A parte estática é pouco atualizada, adicionamos apenas as novidades. A parte com acesso ao banco de dados é atualizada de acordo com a adição de novas funcionalidades.

MM => Quais ferramentas multimídias são utilizadas pelo site para conquista de novo clientes e para manutenção de antigos?

AB => O site da 3i não é utilizado para “arrecadar” clientes. Os clientes deste ramo precisam ser muito trabalhados e apenas o site não adianta. Temos ele mais como um reforço para os clientes, acesso dos nossos parceiros e funcionários para atualização do sistema.

MM => Como a web 2.0 é utilizada no site? Se não por quê?

AB => O site da 3i precisa ter cores e conteúdo sóbrios, de acordo com os seus clientes. Não se faz necessária a utilização de muitos recursos. Portanto, nós não utilizamos a web 2.0.

MM => Na sua opinião a web 2.0 veio para facilitar ou complicar a vida dos internautas? Por quê?

AB => Web 2.0... Um termo que mais é uma jogada de marketing... Pois não foi a web que foi atualizada, mas sim o jeito de pensar e agir de seus utilizadores. A utilização das tecnologias existentes traz a facilidade de conversar, ver e mostrar diversas coisas a uma pessoa que está a milhares de quilômetros de distância. Com tantas coisas interessantes, é fácil cometer exageros, largando tudo para ficar apenas na frente de um computador. Esta é a parte prejudicial. Pois com certeza é algo que conquista e prende.

MM => O que acha da utilização de podcasts em sites diversos (não só os interativos)?

AB => Uma tecnologia maravilhosa. A possibilidade de transferência de som e imagem com facilidade pela internet é muito útil, divertido e atrativo.

MM => Fotografias e infográficos são muito utilizados no site da 3i?

AB => Só imagens normais, tratadas (com a ajuda do photoshop) e com qualidade. Infográficos não são utilizados.

MM => Com essa facilidade de informações e de "espaço" para o público, você concorda que espectadores possam interagir com o meio de comunicação muito além do esperado, como por exemplo, mandar vídeos e matérias prontas para jornais e sites?

AB => Com certeza. Hoje já acontecem em alguns sites de notícias. Eles têm motoqueiros rodando pelas grandes cidades e quando conseguem um “furo”, utilizam o celular para mandar as imagens diretamente para o site.

Duas variantes da representação do real na cultura midiática: o exorbitante Big Brother Brasil e o circunspeto Edifício Máster

Resumo do artigo: Duas variantes da representação do real na cultura midiática: o exorbitante Big Brother Brasil e o circunspeto Edifí¬cio Máster de Fernando Andacht (professor da Universidade Federal do Rio Grade do Sul)

Ambos os produtos televisivos exploram e levam a público a particularidade do ser humano. Porém uma gritante diferença entre os dois materiais se encontra no formato. O Big Brother Brasil (BBB) é uma produção extremamente exagerada, visando o lucro constante e a não preocupação da super exposição da imagem alheia. Já o Edifício Máster (EM), também mostra o real de uma forma mais suave e não tão inconveniente como o BBB. É na verdade “um exemplo da honestidade e do esforço para ser fiel a si próprio numa comprometida escolha estética e vital.”
A comparação destes produtos antagônicos parece de início uma brincadeira de mau gosto, contudo, no desenvolver do seu artigo Fernando deixa claro seu objetivo. Fazer com que o leitor pratique um exercício mental e responda pra si qual é a necessidade aparente de saber tanto da vida alheia.
Fazendo um link ininterrupto com a semiologia encontrada nos produtos, o autor explica onde e como se encontra a ação dos signos: “qualidade e semelhança – ícone, existência e contigüidade – índice, geral e convencional – símbolo. O que todo signo tenta fazer correta ou erradamente é revelar algum aspecto do real.”
“Se o propósito do BBB é tudo mostrar, para fazer através da representação do real uma imagem exorbitante, o documentário EM caracteriza-se, por sua vez, pela sua produção extremamente circunspeta.”
Conclui-se então que embora sejam tão diferentes e seus formatos, criações, espontaneidade e objetivos, BBB e EM são sim mostras do real, da vida alheia. Entretanto, por suas formas diferenciadas um ganha muito mais notoriedade que o outro, fazendo desde (BBB) uma breve 9ª edição, enquanto o outro (EM) se contenta com sua primeira e talvez única.

Sites politicos

Após uma breve comparação entre os sites dos atuais candidatos a prefeitura de Salvador (ACM Neto, Imbassahy, Pinheiro, João Henrique e Hilton Coelho) e o site do candidato a presidência dos EUA, Barack Obama, pode-se chegar a varias conclusões. Incluindo (e talvez um dos principais fatores) a gritante diferença de organização e competência.
O candidato Hilton Coelho não possui um site próprio. As informações que se tem sobre ele e sua candidatura são obtidas através de sites diversos. Os demais candidatos e seus respectivos endereços da web seguem uma mesma estrutura. Exceto o de Imbassay, único que não possui vídeos e rádio.
Estrutura: galeria de fotos, vídeos (que são chamados de TV), rádio, notícias, jingles das campanhas e toques para celular, agenda, histórico de vida e dos vices, propostas e realizações, espaço para o internauta, links para os blogs e vereadores que recebem apoio dos mesmos.
Já o site do candidato a presidência dos EUA, apesar de seguir praticamente a mesma linha soteropolitana, há mais interatividade e novidades. Há um link reservado para a loja de Obama e do seu partido, um mapa do país com destaque para todas as capitais mostrando propostas, além de um espaço onde o internauta pode escolher como quer ver e saber notícias do seu candidato. Como exemplo o twitter, youtube, myspace etc.
Após a comparação dos sites, pode-se concluir que todos eles em maior ou menor proporção se preocupam com a imagem e com a interatividade. Fazendo assim um uso constante de artifícios como vídeos, fotos, infográficos e músicas, tudo para conquistar eleitores.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Apresentação

A partir de hoje esse é o meu local de trabalhos. Serão postados textos variados. Atuais e antigos também. Matérias, resenhas, resumos, crônicas e afins. Maiores informações sobre qualquer destes materiais é só perguntar. Aceito sugestões também.
A propósito, meu nome é Maiana Marques e sou estudante de jornalismo.