
Um doce amargo, caro, raro. Um caso a ser contado. Uma sutileza... Que gentileza! Útil, talvez sutil, muitas vezes fútil. Assim és tu na vida. Vai passando por ela que nem sente. Vive e é vivido. Não assume os erros constantes muito menos os espaçados, espalhados e esquecidos, mas gosta de apontar os outros. Não. Tu não gostas de delatar, apenas de se esquivar, afinal és humano e como tal protege-se do mundo. Mundinho cruel, que não te reconheces mais como filho, como bom cidadão, nem mesmo como um funcionário de Deus. Tu, homem divino perfeito. Sem jeito, um sujeito de alma e coração bom. Duro, tantas vezes maduro, nunca vi inseguro, mas ainda quero ver. Belo, certo, disperso, com um olhar distante e brilhante. Sedutor por natureza. E que beleza! Normal, natural, intelectual, sempre racional. Mas o que seria a vida com a tua presença constante? Nada emocionante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário