Somos números, e não podemos negar. Muitos acham que é apenas o número do RG ou mesmo do CPF, mas tudo em nossas vidas são algarismos. Vejamos.
Tudo começa quando mamãe engravida. Ela fala pra alguém, que pergunta quanto tempo de namoro, ou de casamento tem com o rapaz. Logo após a descoberta, vem a primeira consulta com o ginecologista para descobrir quantas semanas de vida tem o feto, ou dois ainda não se sabe. Terminada a consulta mamãe segue suas semanas em contagem regressiva para o nascimento do bebê, que dependendo, a mãe vai a uma numeróloga saber qual é o número da sorte da criança e que nome deve dar ao rebento.
Pronto! Rompe-se a bolsa. Hora de ir pro hospital, mas não pode esquecer jamais o número da carteira de saúde e da identidade, porque sem eles o bebê nasce na rua.
Enfim nasceu... Mais um número, ou melhor, mais vários números, porque agora sim vai começar a batalha. Números do quarto, a que horas nasceu, quantos médicos foram necessários para a realização do parto, quantos quilos, qual altura... E ai, já registrou?
Passado algum tempo a criancinha já esta na hora de fazer seu RG, e junto com ele vem de brinde um número enorme que vão te cobrar pro resto da vida. Conselho de amiga é melhor decorar. Agora que já está grandinho vamos saber que número veste e calça pra titia poder mandar aquele presente no seu aniversário. Qual o número da sua casa? E o CEP? Hein?
Escola... Agora sim vou descobrir os números, a matemática... Tolinho, eles já te perseguem desde que você era espermatozóide, vai complicar isso sim. Nota daqui, número de matricula acolá, série de outro lado e eis que surge a época de namorar. Mas, calmo ai, você só tem 13 anos! Malditos números que me denunciam.
O tempo passa e é preciso ser feito CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, passaporte, cartão do transporte coletivo da cidade... E mais números pra ficar guardadinhos na sua memória, porque querendo ou não, estes são solicitados tantas vezes que você acaba gravando inconscientemente. E não ouse fazer faculdade relacionada à matemática ou física, porque aí sim a tendência a enlouquecer é maior e mais rápida. Só as formulas exigidas me deixam letárgica.
Hoje, nós somos um número a ser decodificado. Uma data de aniversário, acompanhado do semestre da faculdade, do valor da mensalidade, do número da matrícula, do RG, CPF, PIS, CEP, da quantidade de amigos que se tem, dos namorados que já teve, dos quilos que sustenta e da altura que possui. Fora o valor do salário, do número de inscrição do concurso, da placa do carro, das contas o fim do mês, das inúmeras senhas; de banco, emails, internet, celular... Enfim, são números atrás de números que se parar para analisar com certeza explode.
E por fim, (mas não o fim deles) não podemos esquecer é claro das datas, afinal pode ser aniversário de alguém muito importante e não lembrar é de extrema deselegância. Não acha?
Crônica escrita em 02 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Palestra ministrada por Domingos Meirelles é um sucesso.
Alunos e coordenador do curso de jornalismo da FIB aplaudem de pé a explanação.
A FIB - Centro Universitário da Bahia promoveu aos seus alunos e aos demais interessados um momento de cultura diferenciada. Proporcionou no último dia 27 uma palestra com o tema Mídia e Violência ministrada pelo jornalista da Rede Globo de televisão Domingos Meirelles, realizada no auditório do Hotel Fiesta. O público alvo foram os alunos de jornalismo da faculdade, porém como o evento foi divulgado no site da mesma, estudantes de diversos cursos e também pessoas de fora puderam comparecer e assistir a palestra.
Como tema base da explanação, Meirelles falou da violência e de como a mídia “funciona” a partir disso. “Sou convidado com freqüência para dar palestras sobre esse assunto e o que eu vejo constantemente não só nas palestras, mas também no trabalho e nas ruas, é que as pessoas culpam a mídia pelo alto índice de violência no país, porém o maior alvo são sempre as TVs e as redações.” Ainda citou alguns fatos em que a câmera se tornou motivo de exaltação. Como no Planalto Central e uma vez em que quase retomou uma manifestação por ter chegado tarde à mesma e munido com uma câmera.
Após o fim da palestra, alguns alunos discordaram da grande maioria que afirmou ter gostado muito da oportunidade de estar participando de um momento com um jornalista do gabarito de Meirelles. “Eu achei bastante pertinente às informações dele, embora tenha perdido muito tempo falando sobre a própria carreira, e o debate sobre mídia demorou a acontecer, acho que diante a história profissional dele, poderia ter sido bem melhor.” Afirma Sandra Andrade, estudante do 4º semestre de jornalismo na FIB.
Já o coordenador do curso de jornalismo da FIB Paulo Leandro, concorda com a maioria esmagadora. Gostando muito da palestra, principalmente por ser Domingos Meirelles um jornalista com a história de profissão que têm. “Uma palestra dessa pra vida acadêmica é oxigênio. Porque nós temos o costume de olhar só para os nossos próprios trabalhos, acreditando nas nossas verdades, e quando a gente recebe a visita de um jornalista percebe que muitas dessas verdades cristalizadas não são tão consistentes.” Afirma Paulo.
Com discordâncias em relação ao resultado final da palestra, a mesma foi um sucesso. Reuniu em torno de 400 pessoas no auditório, entre estudantes professores e convidados. E o coordenador promete trazer em breve, mais profissionais do meio para “levantar” o ânimo dos estudantes, além de contribuir muito com a formação acadêmica de todos.
Matéria escrita em 27 de maio de 2008
Como tema base da explanação, Meirelles falou da violência e de como a mídia “funciona” a partir disso. “Sou convidado com freqüência para dar palestras sobre esse assunto e o que eu vejo constantemente não só nas palestras, mas também no trabalho e nas ruas, é que as pessoas culpam a mídia pelo alto índice de violência no país, porém o maior alvo são sempre as TVs e as redações.” Ainda citou alguns fatos em que a câmera se tornou motivo de exaltação. Como no Planalto Central e uma vez em que quase retomou uma manifestação por ter chegado tarde à mesma e munido com uma câmera.
Após o fim da palestra, alguns alunos discordaram da grande maioria que afirmou ter gostado muito da oportunidade de estar participando de um momento com um jornalista do gabarito de Meirelles. “Eu achei bastante pertinente às informações dele, embora tenha perdido muito tempo falando sobre a própria carreira, e o debate sobre mídia demorou a acontecer, acho que diante a história profissional dele, poderia ter sido bem melhor.” Afirma Sandra Andrade, estudante do 4º semestre de jornalismo na FIB.
Já o coordenador do curso de jornalismo da FIB Paulo Leandro, concorda com a maioria esmagadora. Gostando muito da palestra, principalmente por ser Domingos Meirelles um jornalista com a história de profissão que têm. “Uma palestra dessa pra vida acadêmica é oxigênio. Porque nós temos o costume de olhar só para os nossos próprios trabalhos, acreditando nas nossas verdades, e quando a gente recebe a visita de um jornalista percebe que muitas dessas verdades cristalizadas não são tão consistentes.” Afirma Paulo.
Com discordâncias em relação ao resultado final da palestra, a mesma foi um sucesso. Reuniu em torno de 400 pessoas no auditório, entre estudantes professores e convidados. E o coordenador promete trazer em breve, mais profissionais do meio para “levantar” o ânimo dos estudantes, além de contribuir muito com a formação acadêmica de todos.
Matéria escrita em 27 de maio de 2008
Movimento Hip Hop

Uma nova visão de mundo
Mais de 150 muros de Salvador já foram grafitados, através do projeto Salvador Grafita, que está conseguindo transformar vários pichadores em grafiteiros. O 1º Encontro desta classe, que envolvem jovens e adolescentes, transforma paredes vazias da cidade, em painéis de muitas cores.
Os grafiteiros profissionais estão dando um novo visual em muros diversos na cidade de Salvador. Para o grafiteiro baiano Josenildo Silva Mendes, 27 anos conhecido por Lee 27 “o encontro é uma forma de fortalecer a cultura do grafite na cidade”, o objetivo é transformar áreas pichadas em manifestações artísticas, embelezando ruas e avenidas principalmente em bairros muito movimentado.
Um dos movimentos que faz parte do grafite em Salvador também é o Hip Hop que é composto por quatro elementos: o rap (músicas), o DJ (quem pode produz a música), o grafit (pintura nas ruas) e, por fim, o break (dança).Surgindo na Bahia no Subúrbio, onde Luiz Augusto França, o Ananias,criou o Grupo Independente de Rua, mora e milita até hoje.
“Na cidade, um dos elementos, mas visto do Hip Hop é a grafitagem” Segundo Fábio, integrante da organização Clã Periférico, movimento no qual é a essência da periferia. Desde 11 anos, existe o movimento, e é ligado diretamente para a população negra. Os militantes lutam contra o preconceito de quem não entende a filosofia dessa arte de rua, e sempre se preocupam com a cultura. “É o único movimento que consegue fazer política, cultura e diversão ao mesmo tempo”, afirma Tom, da Organização Clã Periférico.
Para as pessoas que sobrevivem através dessa “arte das ruas” é o trabalho muito difícil, pois não conseguem patrocínio para ajudá-los. Agora com ajuda do Salvador Grafita, os grafiteiros estão melhorando o desenvolvimento dos seus trabalhos, após as suas contratações da prefeitura e consequentemente estão fazendo um melhor som do Hip Hop.
“A contratação de um valor relativo à R$ 500, 00, com auxilio transporte e alimentação.” É um trabalho muito gratificante, quando chega algumas mães até a mim, para agradecer por este projeto e o meu empenho como coordenador, certifica que o Salvador Grafita só vem a crescer”, ressalta Edvando Pinto, conhecido como Tucunaré, Coordenador do Projeto Salvador Grafita.
Lee 27 cita a importância do projeto na sua vida e na de seus colegas, que antes utilizavam a pichação como meio de demonstração de descontentamento, e hoje, com a adesão ao projeto, trouxe a expressão e reconhecimento da arte de grafitar, como uma mensagem, informação, meio de expressão urbana.
“No momento que tiver atitude, ação e tinta é a hora de poder grafitar, demonstro a minha ideologia através dessa arte e é com essa profissão que sobrevivo, com muita dificuldade, pois não temos patrocínio para que forneçam as tintas” diz o grafiteiro baiano Lee 27, com a sua experiência nas ruas da Cidade.
Os grafiteiros profissionais estão dando um novo visual em muros diversos na cidade de Salvador. Para o grafiteiro baiano Josenildo Silva Mendes, 27 anos conhecido por Lee 27 “o encontro é uma forma de fortalecer a cultura do grafite na cidade”, o objetivo é transformar áreas pichadas em manifestações artísticas, embelezando ruas e avenidas principalmente em bairros muito movimentado.
Um dos movimentos que faz parte do grafite em Salvador também é o Hip Hop que é composto por quatro elementos: o rap (músicas), o DJ (quem pode produz a música), o grafit (pintura nas ruas) e, por fim, o break (dança).Surgindo na Bahia no Subúrbio, onde Luiz Augusto França, o Ananias,criou o Grupo Independente de Rua, mora e milita até hoje.
“Na cidade, um dos elementos, mas visto do Hip Hop é a grafitagem” Segundo Fábio, integrante da organização Clã Periférico, movimento no qual é a essência da periferia. Desde 11 anos, existe o movimento, e é ligado diretamente para a população negra. Os militantes lutam contra o preconceito de quem não entende a filosofia dessa arte de rua, e sempre se preocupam com a cultura. “É o único movimento que consegue fazer política, cultura e diversão ao mesmo tempo”, afirma Tom, da Organização Clã Periférico.
Para as pessoas que sobrevivem através dessa “arte das ruas” é o trabalho muito difícil, pois não conseguem patrocínio para ajudá-los. Agora com ajuda do Salvador Grafita, os grafiteiros estão melhorando o desenvolvimento dos seus trabalhos, após as suas contratações da prefeitura e consequentemente estão fazendo um melhor som do Hip Hop.
“A contratação de um valor relativo à R$ 500, 00, com auxilio transporte e alimentação.” É um trabalho muito gratificante, quando chega algumas mães até a mim, para agradecer por este projeto e o meu empenho como coordenador, certifica que o Salvador Grafita só vem a crescer”, ressalta Edvando Pinto, conhecido como Tucunaré, Coordenador do Projeto Salvador Grafita.
Lee 27 cita a importância do projeto na sua vida e na de seus colegas, que antes utilizavam a pichação como meio de demonstração de descontentamento, e hoje, com a adesão ao projeto, trouxe a expressão e reconhecimento da arte de grafitar, como uma mensagem, informação, meio de expressão urbana.
“No momento que tiver atitude, ação e tinta é a hora de poder grafitar, demonstro a minha ideologia através dessa arte e é com essa profissão que sobrevivo, com muita dificuldade, pois não temos patrocínio para que forneçam as tintas” diz o grafiteiro baiano Lee 27, com a sua experiência nas ruas da Cidade.
Abacaxis ornamentais representam sucesso no futuro paisagistico

Noivas exibem em seus casamentos frutas ornamentais no lugar das comuns flores.
O projeto sobre os abacaxis ornamentais começou a ser delineado a partir da mudança de olhar que se teve sobre uma coleção antiga (espécies já encontradas). Ao ver as inúmeras variedades existentes no banco de germoplasma (local onde ficam as reservas genéticas dos abacaxis) da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical; como cores, tamanhos e formatos diferentes, que poderiam ser usadas em vasos ou jardins, a PhD em Biotecnologia Vegetal, Fernanda Vidigal, realizou uma pesquisa em 1999 sobre melhoramento genético dos abacaxizeiros ornamentas.
Com diversos cruzamentos, pode-se chegar a resultados inesperados e inovadores, porém satisfatórios. Abacaxis vermelhos com hastes compridas, tricolores, alaranjados com flores exóticas, formatos e tamanhos diferenciados são excelentes exemplos deste melhoramento. Assim como tantas outras formas e cores, que são resultados de um longo período de pesquisa e trabalhos em campo e laboratórios. O preço também é variado, dependendo de como é o abacaxi. Com ou sem espinho, qual o tamanho da haste, se é superiora a 40 cm, etc.
A pesquisadora diz que o abacaxis são usados para ornamentações de festas e também para arranjos como presentes ou até para o uso doméstico, chagando a fixar emprego permanente, pelo simples fato de não existir muita opção e qualificação no mercado. Pois, para a colheita das frutas ornamentais há um cuidado especifico, visto que estes têm que entrar no mercado sem manchas e machucados, em perfeito estado.
A funcionária pública Luzinete Souza, embora tenha tomado conhecimento dessas frutas ornamentais há pouco tempo, assume achar belíssimas e também exóticas. “Já vi fotos de modelos e comentários que há noivas usando como buquês e arranjo de cabelo e mesas. É lindo, porém bastante exótico, nunca vi nada igual e com tamanha beleza. Acredito que, mesmo com o alto custo inicial, essas frutas irão cair no gosto popular e é muito provável que em pouco tempo.”
“Em sua grande maioria, os abacaxis são utilizados apenas para paisagismo. Não são consumidos in natura ou industrializados, pois são extremamente fibrosos e pequenos, entretanto não são venenosos. Alguns têm a polpa escura, noutros há muita semente. Contudo existe um deles que pode ser comestível, em última instância, mas em vistas desses tão bons que nós temos para comer, acho pouco provável, ou melhor, quase impossível que alguém compre um abacaxi ornamental pra consumir.” Afirma o engenheiro agrônomo Everton Hilo, pesquisador da Embrapa.
Embora ainda seja algo inovador, os abacaxis ornamentais já podem ser vistos em domicílios. Têm durabilidade maior que as plantas de floricultura, podendo durar de vinte a trinta dias. A pesquisadora fala sobre as noivas que já viu, e diz ser bastante diferente e exótico. “Tem gosto pra tudo e tem pessoas que querem isso, que querem coisas diferentes... até no cabelo. Uma vez eu estava apresentando um simpósio e um dos questionamentos finais foi o seguinte: Como vou chegar a um casamento e dar um abacaxi de presente pra noiva? É algo estranho.” Finaliza entre risos.
Com diversos cruzamentos, pode-se chegar a resultados inesperados e inovadores, porém satisfatórios. Abacaxis vermelhos com hastes compridas, tricolores, alaranjados com flores exóticas, formatos e tamanhos diferenciados são excelentes exemplos deste melhoramento. Assim como tantas outras formas e cores, que são resultados de um longo período de pesquisa e trabalhos em campo e laboratórios. O preço também é variado, dependendo de como é o abacaxi. Com ou sem espinho, qual o tamanho da haste, se é superiora a 40 cm, etc.
A pesquisadora diz que o abacaxis são usados para ornamentações de festas e também para arranjos como presentes ou até para o uso doméstico, chagando a fixar emprego permanente, pelo simples fato de não existir muita opção e qualificação no mercado. Pois, para a colheita das frutas ornamentais há um cuidado especifico, visto que estes têm que entrar no mercado sem manchas e machucados, em perfeito estado.
A funcionária pública Luzinete Souza, embora tenha tomado conhecimento dessas frutas ornamentais há pouco tempo, assume achar belíssimas e também exóticas. “Já vi fotos de modelos e comentários que há noivas usando como buquês e arranjo de cabelo e mesas. É lindo, porém bastante exótico, nunca vi nada igual e com tamanha beleza. Acredito que, mesmo com o alto custo inicial, essas frutas irão cair no gosto popular e é muito provável que em pouco tempo.”
“Em sua grande maioria, os abacaxis são utilizados apenas para paisagismo. Não são consumidos in natura ou industrializados, pois são extremamente fibrosos e pequenos, entretanto não são venenosos. Alguns têm a polpa escura, noutros há muita semente. Contudo existe um deles que pode ser comestível, em última instância, mas em vistas desses tão bons que nós temos para comer, acho pouco provável, ou melhor, quase impossível que alguém compre um abacaxi ornamental pra consumir.” Afirma o engenheiro agrônomo Everton Hilo, pesquisador da Embrapa.
Embora ainda seja algo inovador, os abacaxis ornamentais já podem ser vistos em domicílios. Têm durabilidade maior que as plantas de floricultura, podendo durar de vinte a trinta dias. A pesquisadora fala sobre as noivas que já viu, e diz ser bastante diferente e exótico. “Tem gosto pra tudo e tem pessoas que querem isso, que querem coisas diferentes... até no cabelo. Uma vez eu estava apresentando um simpósio e um dos questionamentos finais foi o seguinte: Como vou chegar a um casamento e dar um abacaxi de presente pra noiva? É algo estranho.” Finaliza entre risos.
Plantação informal é sustento de muitos no interior da Bahia.
Quintais nos fundos das casas ajudam na renda familiar e na preservação do meio ambiente.
Por residir no interior da Bahia e ter sempre interesse em agricultura familiar e nos sistemas agroflorestais, o mestre em ciências agrárias pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) Aurélio Carvalho, realizou uma pesquisa no ano de 2004 sobre a segurança alimentar dos quintais da cidade de Amargosa. Visando conhecer melhor a vida dessas pessoas que possuem quintais no fundo das suas casas, o pesquisador visitou alguns terrenos da cidade para analisar a diversidade dos mesmos e como estes influenciam na vida econômica dos agricultores.
Por ainda “sobrar” terra nos fundos de suas casas, os pequenos agricultores aproveitam o espaço para plantar diversas espécies alimentícias. Dentre estas, as mais comuns são cacau, laranja, fruta pão, jenipapo, aipim e banana. Embora tenham sido encontradas mais de 90 espécies ao longo da pesquisa. Além da plantação de frutas e verduras para o consumo da própria família, o excedente é comercializado visando ajuda no sustento da mesma, há presente também nesses quintais animais, plantas medicinais e ornamentais. Melhorando assim o ambiente familiar, tornando-o mais bonito e de lazer para as crianças.
O pesquisador revela que os quintais não são unicamente importantes para o sustento alimentício e econômico da família, mas também para a posteridade. “Os quintais não servem apenas para o consumo, mas igualmente para conservação do solo, guarda de espécies e variedades de valor genético, melhoria das temperaturas no entorno das moradias, medicina popular e lazer. Além da preocupação com o meio ambiente, pois muitos desses quintais são próximos a rios, então possibilita a recuperação de áreas degradadas.”
O proprietário rural José de Andrade Damasceno, residente em Amargosa, afirma que o seu terreno ajuda bastante na economia familiar. Chegando ao ponto de ter funcionários no seu quintal para ajudar nos trabalhos de plantação e colheita. “Tudo que plantamos aqui a gente consome e vende também. Chego a economizar cem reais por mês, com o que eu deixo de comprar em feira e vendo cerca de oitocentos a mil reais por mês. O que eu tenho no meu quintal, se pode ver em muitos outros, como cacau, limão, abacate, laranja, maracujá, lima, abóbora, pimenta do reino, aipim, banana e fruta pão. Além dos animais como porco, galinha e vaca. Porém os animais nem sempre são comercializados, são mais para consumo doméstico.”
Ao contrário do que muitos pensam os animais junto aos quintais só tem a acrescentar. De acordo com o engenheiro agrônomo Everton Hilo, a presença de animais ajuda no desenvolvimento dos quintais agroflorestais. “Os animais se alimentam dessas frutas e verduras e transformam as fezes dos alimentos consumidos no quintal em matéria orgânica. São as fezes desses animais que voltam ao ciclo. Portanto há sim, uma interação muito favorável entre animal e planta.”
Os resultados da pesquisa revelam que o que difere o quintal agroflorestal dos outros sistemas de produção é a grande diversidade de espécies encontradas em cada um deles. É o beneficio posterior que cada quintal garante as respectivas famílias. O uso quase inexistente de uma mão de obra paga, pois, por serem os quintais em seus próprios terrenos, é o grupo familiar que faz todo o serviço, dispensando assim qualquer trabalho terceirizado. (Salvo algumas restrições). Tornando-se, uma fonte de renda complementar para a grande maioria das famílias do interior da Bahia.
Por ainda “sobrar” terra nos fundos de suas casas, os pequenos agricultores aproveitam o espaço para plantar diversas espécies alimentícias. Dentre estas, as mais comuns são cacau, laranja, fruta pão, jenipapo, aipim e banana. Embora tenham sido encontradas mais de 90 espécies ao longo da pesquisa. Além da plantação de frutas e verduras para o consumo da própria família, o excedente é comercializado visando ajuda no sustento da mesma, há presente também nesses quintais animais, plantas medicinais e ornamentais. Melhorando assim o ambiente familiar, tornando-o mais bonito e de lazer para as crianças.
O pesquisador revela que os quintais não são unicamente importantes para o sustento alimentício e econômico da família, mas também para a posteridade. “Os quintais não servem apenas para o consumo, mas igualmente para conservação do solo, guarda de espécies e variedades de valor genético, melhoria das temperaturas no entorno das moradias, medicina popular e lazer. Além da preocupação com o meio ambiente, pois muitos desses quintais são próximos a rios, então possibilita a recuperação de áreas degradadas.”
O proprietário rural José de Andrade Damasceno, residente em Amargosa, afirma que o seu terreno ajuda bastante na economia familiar. Chegando ao ponto de ter funcionários no seu quintal para ajudar nos trabalhos de plantação e colheita. “Tudo que plantamos aqui a gente consome e vende também. Chego a economizar cem reais por mês, com o que eu deixo de comprar em feira e vendo cerca de oitocentos a mil reais por mês. O que eu tenho no meu quintal, se pode ver em muitos outros, como cacau, limão, abacate, laranja, maracujá, lima, abóbora, pimenta do reino, aipim, banana e fruta pão. Além dos animais como porco, galinha e vaca. Porém os animais nem sempre são comercializados, são mais para consumo doméstico.”
Ao contrário do que muitos pensam os animais junto aos quintais só tem a acrescentar. De acordo com o engenheiro agrônomo Everton Hilo, a presença de animais ajuda no desenvolvimento dos quintais agroflorestais. “Os animais se alimentam dessas frutas e verduras e transformam as fezes dos alimentos consumidos no quintal em matéria orgânica. São as fezes desses animais que voltam ao ciclo. Portanto há sim, uma interação muito favorável entre animal e planta.”
Os resultados da pesquisa revelam que o que difere o quintal agroflorestal dos outros sistemas de produção é a grande diversidade de espécies encontradas em cada um deles. É o beneficio posterior que cada quintal garante as respectivas famílias. O uso quase inexistente de uma mão de obra paga, pois, por serem os quintais em seus próprios terrenos, é o grupo familiar que faz todo o serviço, dispensando assim qualquer trabalho terceirizado. (Salvo algumas restrições). Tornando-se, uma fonte de renda complementar para a grande maioria das famílias do interior da Bahia.
Resenha do filme Quanto vale ou é por quilo?
Sérgio Luís Bianchi estudou cinema em Curitiba e posteriormente em São Paulo, onde se formou na Escola de Comunicação e Artes da USP. Em 1979, estreou seu primeiro longa-metragem: Maldita Coincidência. O filme é uma experiência cinematográfica de baixo-orçamento. Em 1982, Bianchi realiza o filme que lhe daria maior credibilidade no meio cinematográfico: Mato Eles? Ganhador do prêmio de melhor direção no Festival de Gramado e do Grande Prêmio do Festival de Cinema da Cidade do México, em 1985. Em 1999, foi lançado o seu filme mais conhecido, Cronicamente Inviável. Finalmente, em 2004, dirigiu Quanto vale ou é por quilo? Em novembro de 2006, o cineasta retornou à sua cidade natal, onde foi homenageado com uma Mostra de seus filmes, pela primeira vez exibidos ao público conterrâneo.
Um filme que retrata a semelhança de duas épocas distintas, do século XVIII e XXI, onde a violência, corrupção e a diferença social estão presentes em todo o filme, independente do século. “Mostra que o tempo passa e nada muda. O Brasil é um país em permanente crise de valores” (Filme Quanto vale ou é por quilo?). No inicio do filme uma foto é tirada de Joana (Zezé Mota) ex-escrava em companhia dos seus atuais “pertences”. No século XXI uma representante de ONG tira uma foto semelhante, desta vez em companhia de crianças que irão ajudar-llhe na sua promoção na sociedade. A exploração do negro continua, contudo o mesmo passa a ser supostamente pago, porém ainda é “vendido” como objeto de valor na sociedade. Uma forte apelação em cima de imagens das crianças sempre sorrindo e concluído as cenas através de propagandas das ONGS, além da disputa de territórios das mesmas em vias públicas. Uma competição.
Usa-se da fragilidade humana para realizar trabalhos das associações. Cada criança corresponde a cinco novos empregos, o que fica claro que certas organizações não governamentais têm como objetivo o lucro financeiro e não a ajuda social como parece ser. No filme em determinadas situações, o seqüestro não é só captação de recursos, mas também uma redistribuição de renda. Fazendo deste crime uma constante e até uma possível “empresa”.
Pessoas que ao ficarem desempregadas e desesperadas, se tornam “autônomos”. Os extintos capitães do mato do século XVIII são os matadores de aluguel do terceiro milênio, são serviços terceirizados. Este filme faz uma critica ao terceiro setor, alertando aos cidadãos não dar esmola nas ruas e sim doar o dinheiro para Instituições carentes, destacar umas das ONGS “Doar é um instrumento de poder, traz felicidade e um alívio na sua conscientização”.
Um filme que retrata a realidade brasileira de uma forma fria e cruel, onde o terceiro setor aparece como uma fábrica de criar dinheiro. Seus representantes utilizam a miséria como imagem de exibição e promoção das suas ONGS e de suas supostas responsabilidades sociais.
A todo tempo fazendo comparativo entre o passado e o presente, que ainda é homogêneo. Mostrando desta forma a violência como o negro e o pobre foram e ainda são tratados de forma desigual e as enormes diferenças sociais que ainda aflige a massa brasileira. Sendo que o filme não mostra a cidadania que é a inclusão dos direitos das crianças e dos adolescentes com respeito aos Direitos Humanos, direito de brincar, se alimentar, estudar, transmiti situações geradoras de sofrimentos, violência, exclusão e interesses sociais.
Um filme que retrata a semelhança de duas épocas distintas, do século XVIII e XXI, onde a violência, corrupção e a diferença social estão presentes em todo o filme, independente do século. “Mostra que o tempo passa e nada muda. O Brasil é um país em permanente crise de valores” (Filme Quanto vale ou é por quilo?). No inicio do filme uma foto é tirada de Joana (Zezé Mota) ex-escrava em companhia dos seus atuais “pertences”. No século XXI uma representante de ONG tira uma foto semelhante, desta vez em companhia de crianças que irão ajudar-llhe na sua promoção na sociedade. A exploração do negro continua, contudo o mesmo passa a ser supostamente pago, porém ainda é “vendido” como objeto de valor na sociedade. Uma forte apelação em cima de imagens das crianças sempre sorrindo e concluído as cenas através de propagandas das ONGS, além da disputa de territórios das mesmas em vias públicas. Uma competição.
Usa-se da fragilidade humana para realizar trabalhos das associações. Cada criança corresponde a cinco novos empregos, o que fica claro que certas organizações não governamentais têm como objetivo o lucro financeiro e não a ajuda social como parece ser. No filme em determinadas situações, o seqüestro não é só captação de recursos, mas também uma redistribuição de renda. Fazendo deste crime uma constante e até uma possível “empresa”.
Pessoas que ao ficarem desempregadas e desesperadas, se tornam “autônomos”. Os extintos capitães do mato do século XVIII são os matadores de aluguel do terceiro milênio, são serviços terceirizados. Este filme faz uma critica ao terceiro setor, alertando aos cidadãos não dar esmola nas ruas e sim doar o dinheiro para Instituições carentes, destacar umas das ONGS “Doar é um instrumento de poder, traz felicidade e um alívio na sua conscientização”.
Um filme que retrata a realidade brasileira de uma forma fria e cruel, onde o terceiro setor aparece como uma fábrica de criar dinheiro. Seus representantes utilizam a miséria como imagem de exibição e promoção das suas ONGS e de suas supostas responsabilidades sociais.
A todo tempo fazendo comparativo entre o passado e o presente, que ainda é homogêneo. Mostrando desta forma a violência como o negro e o pobre foram e ainda são tratados de forma desigual e as enormes diferenças sociais que ainda aflige a massa brasileira. Sendo que o filme não mostra a cidadania que é a inclusão dos direitos das crianças e dos adolescentes com respeito aos Direitos Humanos, direito de brincar, se alimentar, estudar, transmiti situações geradoras de sofrimentos, violência, exclusão e interesses sociais.
Analista de sistema fala da web 2.0
Alessandro Barreto 31 anos, analista de sistema (pós-graduado na Faculdade Ruy Barbosa), declara ser gratificante e maravilhoso atuar na área da informática. O mesmo, que desde 2003 está na 3i informática- empresa baiana que atua no mercado de Office Banking desde 1995 com serviços de implantação, treinamento e suporte em sistema bancário- passa a trabalhar com o site a partir de 2007. Alessandro fala entre outras curiosidades, dos prós e contras da Web 2.0 e da interatividade dos sites nos dias atuais.
MM => O que te motivou a ser analista? Prós e contras.
AB => É uma área que me identifico muito. É gratificante trabalhar com o que se gosta. Fazer o software, trabalhar para a gente é maravilhoso. A parte ruim é que na Bahia não é dado o devido valor ao profissional de tecnologia. Falo isso tanto financeiramente, como profissionalmente mesmo.
MM => Quando você começou a trabalhar na 3i Informática?
AB => Em 2003, mas só comecei na alteração do site a partir de 2007, onde estou até hoje.
MM => Como se deu a construção do site?
AB => A construção do site ocorreu bem antes da minha entrada na empresa. Contudo, acompanhei de perto a construção do acesso à base de dados pelo site. E hoje faço as alterações necessárias.
MM => Com que freqüência o site é atualizado? Por quê?
AB => A parte estática é pouco atualizada, adicionamos apenas as novidades. A parte com acesso ao banco de dados é atualizada de acordo com a adição de novas funcionalidades.
MM => Quais ferramentas multimídias são utilizadas pelo site para conquista de novo clientes e para manutenção de antigos?
AB => O site da 3i não é utilizado para “arrecadar” clientes. Os clientes deste ramo precisam ser muito trabalhados e apenas o site não adianta. Temos ele mais como um reforço para os clientes, acesso dos nossos parceiros e funcionários para atualização do sistema.
MM => Como a web 2.0 é utilizada no site? Se não por quê?
AB => O site da 3i precisa ter cores e conteúdo sóbrios, de acordo com os seus clientes. Não se faz necessária a utilização de muitos recursos. Portanto, nós não utilizamos a web 2.0.
MM => Na sua opinião a web 2.0 veio para facilitar ou complicar a vida dos internautas? Por quê?
AB => Web 2.0... Um termo que mais é uma jogada de marketing... Pois não foi a web que foi atualizada, mas sim o jeito de pensar e agir de seus utilizadores. A utilização das tecnologias existentes traz a facilidade de conversar, ver e mostrar diversas coisas a uma pessoa que está a milhares de quilômetros de distância. Com tantas coisas interessantes, é fácil cometer exageros, largando tudo para ficar apenas na frente de um computador. Esta é a parte prejudicial. Pois com certeza é algo que conquista e prende.
MM => O que acha da utilização de podcasts em sites diversos (não só os interativos)?
AB => Uma tecnologia maravilhosa. A possibilidade de transferência de som e imagem com facilidade pela internet é muito útil, divertido e atrativo.
MM => Fotografias e infográficos são muito utilizados no site da 3i?
AB => Só imagens normais, tratadas (com a ajuda do photoshop) e com qualidade. Infográficos não são utilizados.
MM => Com essa facilidade de informações e de "espaço" para o público, você concorda que espectadores possam interagir com o meio de comunicação muito além do esperado, como por exemplo, mandar vídeos e matérias prontas para jornais e sites?
AB => Com certeza. Hoje já acontecem em alguns sites de notícias. Eles têm motoqueiros rodando pelas grandes cidades e quando conseguem um “furo”, utilizam o celular para mandar as imagens diretamente para o site.
MM => O que te motivou a ser analista? Prós e contras.
AB => É uma área que me identifico muito. É gratificante trabalhar com o que se gosta. Fazer o software, trabalhar para a gente é maravilhoso. A parte ruim é que na Bahia não é dado o devido valor ao profissional de tecnologia. Falo isso tanto financeiramente, como profissionalmente mesmo.
MM => Quando você começou a trabalhar na 3i Informática?
AB => Em 2003, mas só comecei na alteração do site a partir de 2007, onde estou até hoje.
MM => Como se deu a construção do site?
AB => A construção do site ocorreu bem antes da minha entrada na empresa. Contudo, acompanhei de perto a construção do acesso à base de dados pelo site. E hoje faço as alterações necessárias.
MM => Com que freqüência o site é atualizado? Por quê?
AB => A parte estática é pouco atualizada, adicionamos apenas as novidades. A parte com acesso ao banco de dados é atualizada de acordo com a adição de novas funcionalidades.
MM => Quais ferramentas multimídias são utilizadas pelo site para conquista de novo clientes e para manutenção de antigos?
AB => O site da 3i não é utilizado para “arrecadar” clientes. Os clientes deste ramo precisam ser muito trabalhados e apenas o site não adianta. Temos ele mais como um reforço para os clientes, acesso dos nossos parceiros e funcionários para atualização do sistema.
MM => Como a web 2.0 é utilizada no site? Se não por quê?
AB => O site da 3i precisa ter cores e conteúdo sóbrios, de acordo com os seus clientes. Não se faz necessária a utilização de muitos recursos. Portanto, nós não utilizamos a web 2.0.
MM => Na sua opinião a web 2.0 veio para facilitar ou complicar a vida dos internautas? Por quê?
AB => Web 2.0... Um termo que mais é uma jogada de marketing... Pois não foi a web que foi atualizada, mas sim o jeito de pensar e agir de seus utilizadores. A utilização das tecnologias existentes traz a facilidade de conversar, ver e mostrar diversas coisas a uma pessoa que está a milhares de quilômetros de distância. Com tantas coisas interessantes, é fácil cometer exageros, largando tudo para ficar apenas na frente de um computador. Esta é a parte prejudicial. Pois com certeza é algo que conquista e prende.
MM => O que acha da utilização de podcasts em sites diversos (não só os interativos)?
AB => Uma tecnologia maravilhosa. A possibilidade de transferência de som e imagem com facilidade pela internet é muito útil, divertido e atrativo.
MM => Fotografias e infográficos são muito utilizados no site da 3i?
AB => Só imagens normais, tratadas (com a ajuda do photoshop) e com qualidade. Infográficos não são utilizados.
MM => Com essa facilidade de informações e de "espaço" para o público, você concorda que espectadores possam interagir com o meio de comunicação muito além do esperado, como por exemplo, mandar vídeos e matérias prontas para jornais e sites?
AB => Com certeza. Hoje já acontecem em alguns sites de notícias. Eles têm motoqueiros rodando pelas grandes cidades e quando conseguem um “furo”, utilizam o celular para mandar as imagens diretamente para o site.
Duas variantes da representação do real na cultura midiática: o exorbitante Big Brother Brasil e o circunspeto Edifício Máster
Resumo do artigo: Duas variantes da representação do real na cultura midiática: o exorbitante Big Brother Brasil e o circunspeto Edifí¬cio Máster de Fernando Andacht (professor da Universidade Federal do Rio Grade do Sul)
Ambos os produtos televisivos exploram e levam a público a particularidade do ser humano. Porém uma gritante diferença entre os dois materiais se encontra no formato. O Big Brother Brasil (BBB) é uma produção extremamente exagerada, visando o lucro constante e a não preocupação da super exposição da imagem alheia. Já o Edifício Máster (EM), também mostra o real de uma forma mais suave e não tão inconveniente como o BBB. É na verdade “um exemplo da honestidade e do esforço para ser fiel a si próprio numa comprometida escolha estética e vital.”
A comparação destes produtos antagônicos parece de início uma brincadeira de mau gosto, contudo, no desenvolver do seu artigo Fernando deixa claro seu objetivo. Fazer com que o leitor pratique um exercício mental e responda pra si qual é a necessidade aparente de saber tanto da vida alheia.
Fazendo um link ininterrupto com a semiologia encontrada nos produtos, o autor explica onde e como se encontra a ação dos signos: “qualidade e semelhança – ícone, existência e contigüidade – índice, geral e convencional – símbolo. O que todo signo tenta fazer correta ou erradamente é revelar algum aspecto do real.”
“Se o propósito do BBB é tudo mostrar, para fazer através da representação do real uma imagem exorbitante, o documentário EM caracteriza-se, por sua vez, pela sua produção extremamente circunspeta.”
Conclui-se então que embora sejam tão diferentes e seus formatos, criações, espontaneidade e objetivos, BBB e EM são sim mostras do real, da vida alheia. Entretanto, por suas formas diferenciadas um ganha muito mais notoriedade que o outro, fazendo desde (BBB) uma breve 9ª edição, enquanto o outro (EM) se contenta com sua primeira e talvez única.
Ambos os produtos televisivos exploram e levam a público a particularidade do ser humano. Porém uma gritante diferença entre os dois materiais se encontra no formato. O Big Brother Brasil (BBB) é uma produção extremamente exagerada, visando o lucro constante e a não preocupação da super exposição da imagem alheia. Já o Edifício Máster (EM), também mostra o real de uma forma mais suave e não tão inconveniente como o BBB. É na verdade “um exemplo da honestidade e do esforço para ser fiel a si próprio numa comprometida escolha estética e vital.”
A comparação destes produtos antagônicos parece de início uma brincadeira de mau gosto, contudo, no desenvolver do seu artigo Fernando deixa claro seu objetivo. Fazer com que o leitor pratique um exercício mental e responda pra si qual é a necessidade aparente de saber tanto da vida alheia.
Fazendo um link ininterrupto com a semiologia encontrada nos produtos, o autor explica onde e como se encontra a ação dos signos: “qualidade e semelhança – ícone, existência e contigüidade – índice, geral e convencional – símbolo. O que todo signo tenta fazer correta ou erradamente é revelar algum aspecto do real.”
“Se o propósito do BBB é tudo mostrar, para fazer através da representação do real uma imagem exorbitante, o documentário EM caracteriza-se, por sua vez, pela sua produção extremamente circunspeta.”
Conclui-se então que embora sejam tão diferentes e seus formatos, criações, espontaneidade e objetivos, BBB e EM são sim mostras do real, da vida alheia. Entretanto, por suas formas diferenciadas um ganha muito mais notoriedade que o outro, fazendo desde (BBB) uma breve 9ª edição, enquanto o outro (EM) se contenta com sua primeira e talvez única.
Sites politicos
Após uma breve comparação entre os sites dos atuais candidatos a prefeitura de Salvador (ACM Neto, Imbassahy, Pinheiro, João Henrique e Hilton Coelho) e o site do candidato a presidência dos EUA, Barack Obama, pode-se chegar a varias conclusões. Incluindo (e talvez um dos principais fatores) a gritante diferença de organização e competência.
O candidato Hilton Coelho não possui um site próprio. As informações que se tem sobre ele e sua candidatura são obtidas através de sites diversos. Os demais candidatos e seus respectivos endereços da web seguem uma mesma estrutura. Exceto o de Imbassay, único que não possui vídeos e rádio.
Estrutura: galeria de fotos, vídeos (que são chamados de TV), rádio, notícias, jingles das campanhas e toques para celular, agenda, histórico de vida e dos vices, propostas e realizações, espaço para o internauta, links para os blogs e vereadores que recebem apoio dos mesmos.
Já o site do candidato a presidência dos EUA, apesar de seguir praticamente a mesma linha soteropolitana, há mais interatividade e novidades. Há um link reservado para a loja de Obama e do seu partido, um mapa do país com destaque para todas as capitais mostrando propostas, além de um espaço onde o internauta pode escolher como quer ver e saber notícias do seu candidato. Como exemplo o twitter, youtube, myspace etc.
Após a comparação dos sites, pode-se concluir que todos eles em maior ou menor proporção se preocupam com a imagem e com a interatividade. Fazendo assim um uso constante de artifícios como vídeos, fotos, infográficos e músicas, tudo para conquistar eleitores.
O candidato Hilton Coelho não possui um site próprio. As informações que se tem sobre ele e sua candidatura são obtidas através de sites diversos. Os demais candidatos e seus respectivos endereços da web seguem uma mesma estrutura. Exceto o de Imbassay, único que não possui vídeos e rádio.
Estrutura: galeria de fotos, vídeos (que são chamados de TV), rádio, notícias, jingles das campanhas e toques para celular, agenda, histórico de vida e dos vices, propostas e realizações, espaço para o internauta, links para os blogs e vereadores que recebem apoio dos mesmos.
Já o site do candidato a presidência dos EUA, apesar de seguir praticamente a mesma linha soteropolitana, há mais interatividade e novidades. Há um link reservado para a loja de Obama e do seu partido, um mapa do país com destaque para todas as capitais mostrando propostas, além de um espaço onde o internauta pode escolher como quer ver e saber notícias do seu candidato. Como exemplo o twitter, youtube, myspace etc.
Após a comparação dos sites, pode-se concluir que todos eles em maior ou menor proporção se preocupam com a imagem e com a interatividade. Fazendo assim um uso constante de artifícios como vídeos, fotos, infográficos e músicas, tudo para conquistar eleitores.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Apresentação
A partir de hoje esse é o meu local de trabalhos. Serão postados textos variados. Atuais e antigos também. Matérias, resenhas, resumos, crônicas e afins. Maiores informações sobre qualquer destes materiais é só perguntar. Aceito sugestões também.
A propósito, meu nome é Maiana Marques e sou estudante de jornalismo.
A propósito, meu nome é Maiana Marques e sou estudante de jornalismo.
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