Outro dia eu estava indo estudar quando me peguei pensando nessa tal modernidade. Melhor, deixe-me começar do inicio. Eu estava dentro de um ônibus coletivo, indo pra faculdade quando me lembrei que tinha algo muito importante pra falar a uma amiga, logo, saquei o celular da bolsa, digitei algumas palavras e pronto, mensagem enviada com sucesso. Segundos após essa milagrosa operação, me lembrei dos tempos em que eu era criança e não faz tanto tempo assim, (acabo de entrar na casa dos 20), quando íamos eu e mamãe ao shopping ou livraria fazer as compras de início de ano letivo. Era uma festa pra mim, escolher lápis, grafite, borracha, estojo e afins, essas coisas que a maioria das meninas gostam. Chegava em casa ansiosa para o inicio das aulas, só assim eu poderia usufruir de todos aqueles materiais magníficos que acabara de adquirir. Mas quando as aulas demoravam a começar, eu pegava escondido da minha mãe, é claro, todas aquelas quinquilharias, colocava em cima da mesa e desatava a escrever cartinhas para minhas amigas. Conteúdo nenhum, mas só de usar todas as cores das canetas e dos lápis... Era um sonho realizado.
Com o passar do tempo eu fui me desapegando aos lápis e borrachas, mas confesso, ainda tenho verdadeira paixão por canetinhas coloridas. Não faz muito tempo, gastei (pasmem) quase 50 reais em mini canetinhas coloridas de ponta porosa.
Essa modernidade me assusta e me atropela. O computador auxilia, mas ao mesmo tempo afasta. As famigeradas cartas de amor se acabaram. O prático, rápido e moderno é você mandar um e-mail, que por acaso um dia num passado não tão remoto recebeu de alguém. Ou mesmo copiar letras de músicas e mandar via mensagem de celular. É mais romântico e você não passa por velho antiquado. Ligações de feliz aniversário e outras felicitações, já são extintas meu caro, ninguém tem mais tempo pra isso não. E lá vamos nós com mais mensagens via celular. Um dia as redes de transmissão vão falhar, e a culpa vai ser das pobres operadoras. Tadinhas.
E o que é esse tal orkut? Veio com a finalidade de? Ainda não descobri, e quem o fizer favor me avisar ok?!
Já ia me esquecendo. Ainda criança, quando assistia à novelas e via aqueles homens apaixonados fazendo serenata para suas amadas, eu sonhava que um belo rapaz um dia faria o mesmo pra mim. Sonho, apenas sonho. Se nem carta eu recebo mais, serenata então é o cumulo do absurdo. Em pleno século XXI minha filha, acorda pra vida.
Ainda dentro do coletivo lembrei do quase extinto telegrama. Em um dos meus aniversários recebi um. A felicidade foi tamanha, que até hoje tenho guardado. Único, em toda a minha existência.
A viagem chegara ao fim, e eu ia rumo à sala de aula, que não por acaso, é um vão repleto de computadores, nos quais, sentaremos à frente e faremos editorações gráficas por toda a noite.
No mesmo dia ao chegar em casa, redigi um cartão de feliz aniversário pra uma amiga, (sou antiquada e não aceito muito todas essas modernidades não) e acabei por fazê-lo todo digitado. A desculpa? Minha letra é feia, de difícil compreensão.
É por essas e outras que eu ainda prefiro as minhas belas e velhas canetinhas coloridas. Mesmo com minha letra feia eu me realizo e faço com que os outros a percebam em minhas palavras.
Crônica escrita em 05 de maio de 2008
Com o passar do tempo eu fui me desapegando aos lápis e borrachas, mas confesso, ainda tenho verdadeira paixão por canetinhas coloridas. Não faz muito tempo, gastei (pasmem) quase 50 reais em mini canetinhas coloridas de ponta porosa.
Essa modernidade me assusta e me atropela. O computador auxilia, mas ao mesmo tempo afasta. As famigeradas cartas de amor se acabaram. O prático, rápido e moderno é você mandar um e-mail, que por acaso um dia num passado não tão remoto recebeu de alguém. Ou mesmo copiar letras de músicas e mandar via mensagem de celular. É mais romântico e você não passa por velho antiquado. Ligações de feliz aniversário e outras felicitações, já são extintas meu caro, ninguém tem mais tempo pra isso não. E lá vamos nós com mais mensagens via celular. Um dia as redes de transmissão vão falhar, e a culpa vai ser das pobres operadoras. Tadinhas.
E o que é esse tal orkut? Veio com a finalidade de? Ainda não descobri, e quem o fizer favor me avisar ok?!
Já ia me esquecendo. Ainda criança, quando assistia à novelas e via aqueles homens apaixonados fazendo serenata para suas amadas, eu sonhava que um belo rapaz um dia faria o mesmo pra mim. Sonho, apenas sonho. Se nem carta eu recebo mais, serenata então é o cumulo do absurdo. Em pleno século XXI minha filha, acorda pra vida.
Ainda dentro do coletivo lembrei do quase extinto telegrama. Em um dos meus aniversários recebi um. A felicidade foi tamanha, que até hoje tenho guardado. Único, em toda a minha existência.
A viagem chegara ao fim, e eu ia rumo à sala de aula, que não por acaso, é um vão repleto de computadores, nos quais, sentaremos à frente e faremos editorações gráficas por toda a noite.
No mesmo dia ao chegar em casa, redigi um cartão de feliz aniversário pra uma amiga, (sou antiquada e não aceito muito todas essas modernidades não) e acabei por fazê-lo todo digitado. A desculpa? Minha letra é feia, de difícil compreensão.
É por essas e outras que eu ainda prefiro as minhas belas e velhas canetinhas coloridas. Mesmo com minha letra feia eu me realizo e faço com que os outros a percebam em minhas palavras.
Crônica escrita em 05 de maio de 2008
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