sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Movimento Hip Hop


Uma nova visão de mundo

Mais de 150 muros de Salvador já foram grafitados, através do projeto Salvador Grafita, que está conseguindo transformar vários pichadores em grafiteiros. O 1º Encontro desta classe, que envolvem jovens e adolescentes, transforma paredes vazias da cidade, em painéis de muitas cores.
Os grafiteiros profissionais estão dando um novo visual em muros diversos na cidade de Salvador. Para o grafiteiro baiano Josenildo Silva Mendes, 27 anos conhecido por Lee 27 “o encontro é uma forma de fortalecer a cultura do grafite na cidade”, o objetivo é transformar áreas pichadas em manifestações artísticas, embelezando ruas e avenidas principalmente em bairros muito movimentado.
Um dos movimentos que faz parte do grafite em Salvador também é o Hip Hop que é composto por quatro elementos: o rap (músicas), o DJ (quem pode produz a música), o grafit (pintura nas ruas) e, por fim, o break (dança).Surgindo na Bahia no Subúrbio, onde Luiz Augusto França, o Ananias,criou o Grupo Independente de Rua, mora e milita até hoje.
“Na cidade, um dos elementos, mas visto do Hip Hop é a grafitagem” Segundo Fábio, integrante da organização Clã Periférico, movimento no qual é a essência da periferia. Desde 11 anos, existe o movimento, e é ligado diretamente para a população negra. Os militantes lutam contra o preconceito de quem não entende a filosofia dessa arte de rua, e sempre se preocupam com a cultura. “É o único movimento que consegue fazer política, cultura e diversão ao mesmo tempo”, afirma Tom, da Organização Clã Periférico.
Para as pessoas que sobrevivem através dessa “arte das ruas” é o trabalho muito difícil, pois não conseguem patrocínio para ajudá-los. Agora com ajuda do Salvador Grafita, os grafiteiros estão melhorando o desenvolvimento dos seus trabalhos, após as suas contratações da prefeitura e consequentemente estão fazendo um melhor som do Hip Hop.
“A contratação de um valor relativo à R$ 500, 00, com auxilio transporte e alimentação.” É um trabalho muito gratificante, quando chega algumas mães até a mim, para agradecer por este projeto e o meu empenho como coordenador, certifica que o Salvador Grafita só vem a crescer”, ressalta Edvando Pinto, conhecido como Tucunaré, Coordenador do Projeto Salvador Grafita.
Lee 27 cita a importância do projeto na sua vida e na de seus colegas, que antes utilizavam a pichação como meio de demonstração de descontentamento, e hoje, com a adesão ao projeto, trouxe a expressão e reconhecimento da arte de grafitar, como uma mensagem, informação, meio de expressão urbana.
“No momento que tiver atitude, ação e tinta é a hora de poder grafitar, demonstro a minha ideologia através dessa arte e é com essa profissão que sobrevivo, com muita dificuldade, pois não temos patrocínio para que forneçam as tintas” diz o grafiteiro baiano Lee 27, com a sua experiência nas ruas da Cidade.

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