sexta-feira, 21 de novembro de 2008

E sonhos não envelhecem


Saudade: lembrança triste e suave de pessoa(s), situação ou coisa(s) ausente(s) ou extinta(s). Saudade. Um sentimento maluco. Dizem que é bom, mas só se for na medida certa. E qual é essa medida? Ainda não me ensinaram. Ter saudade de quem já se foi e também de quem ainda está presente, porém distante. De coisas materiais que já não existem mais ou de algumas que ainda lhe pertence, mas por motivos óbvios não convêm mais o uso ou desuso. Sei que é uma palavra que só existe na língua portuguesa. O porquê disso eu não sei, o sentimento é o mesmo em qualquer lugar do mundo. Insisto, é uma coisa de maluco. Veja bem. Se passo uma semana se te ver digo que estou com saudade, mas se te vejo todo dia devo tomar cuidado pra não tomar “choque”. Ouço música. Lembro de você. Logo, a saudade aperta as lágrimas querem cair, a mão vai direto ao telefone. Ouvir a voz não satisfaz o desejo, mas mata a vontade. Uma amiga uma vez me disse que saudade nada mais é do que costume. Tentei analisar os fatos. Ponderei. E vi que ela tem razão, não total, mas parcialmente. Vejamos. Como irei sentir saudade de algo que nunca vi, ouvi, senti ou mesmo vivi? Não tem como. Mas, o fato do constante nos faz assimilar que algo ou alguém é importante para a nossa existência, caso contrário se torna sobrevivência. Um cheiro, um gosto, uma melodia, até uma roupa especifica faz com que a gente sinta saudade. Partindo desse pressuposto, eu volto à minha amiga e vejo que ela tem razão. Sentir falta de algo ou alguém de um passado distante faz sentido, ou também pode ser nostalgia. Mas dizer que tem saudade do que esta perto, ou pouco distante se torna exagero. Mas mesmo concordando (em partes) com a minha amiga, e querendo principalmente que isso seja uma verdade suprema em minha vida, não consigo ser tão racional. Sinto saudade sim. De quem esta perto e não me liga tanto quanto eu gostaria ou acho que preciso. De momentos maravilhosos que não voltam jamais. De músicas tocadas excessivamente na infância e também do perfume daquele garoto. Falta. Saudade. Melancolia. Ausência. Mesmo que seja passageira. Vai. Nem sempre volta. O texto termina aqui. E a vida? Às vezes continua. E lá se vai mais um dia...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Inverossimilhança


Um doce amargo, caro, raro. Um caso a ser contado. Uma sutileza... Que gentileza! Útil, talvez sutil, muitas vezes fútil. Assim és tu na vida. Vai passando por ela que nem sente. Vive e é vivido. Não assume os erros constantes muito menos os espaçados, espalhados e esquecidos, mas gosta de apontar os outros. Não. Tu não gostas de delatar, apenas de se esquivar, afinal és humano e como tal protege-se do mundo. Mundinho cruel, que não te reconheces mais como filho, como bom cidadão, nem mesmo como um funcionário de Deus. Tu, homem divino perfeito. Sem jeito, um sujeito de alma e coração bom. Duro, tantas vezes maduro, nunca vi inseguro, mas ainda quero ver. Belo, certo, disperso, com um olhar distante e brilhante. Sedutor por natureza. E que beleza! Normal, natural, intelectual, sempre racional. Mas o que seria a vida com a tua presença constante? Nada emocionante.